UFU estuda ação de proteína em tratamento de infecção pulmonar

Uma pesquisa orientada pelo professor Robinson Sabino Silva, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICBIM) e credenciado nos programas de pós-graduação em Ciências da Saúde e em Odontologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), pode dar uma nova esperança para quem tem diabetes e sofre com infecções respiratórias.

O trabalho, que envolve pesquisadores da UFU, Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aponta uma relação entre a proteína SGLT1 e a diminuição de glicose e líquido pulmonar. Os pesquisadores integram o Grupo de Pesquisa em Fisiologia Integrativa e Nanobiotecnologia Salivar, do ICBIM/UFU.

Segundo Silva, já eram conhecidos outros benefícios da proteína SGLT1 nas glândulas salivares e no intestino, mas ainda não havia estudos concretos da atuação nos pulmões. “Estudo essa proteína há dez anos e, agora, os resultados indicam que a SGLT1 promove a diminuição da concentração de glicose e do volume de líquido pulmonar, reduzindo o risco de infecções respiratórias”, explicou.

De acordo com Silva a pesquisa foi realizada com animais e, o próximo passo, é captar recursos para realizar testes em humanos.O grupo fez experimentos em ratos diabéticos, injetando dois tipos de fármacos: um que estimulava o efeito da proteína SGLT1 e outro que bloqueava o efeito dela.

A pesquisa concluiu que a atividade da proteína SGLT1 em células alveolares do pulmão de ratos diabéticos modula a concentração de glicose e a proliferação bacteriana no líquido de superfície das vias. “A partir desse trabalho podemos criar novos medicamentos e minimizar esse problema que gera tantos custos e filas em hospitais. Observamos a alta incidência de pneumonia em diabéticos e quisemos reverter esse quadro. O trabalho abre perspectivas para o desenvolvimento de novos fármacos”, afirmou.

Para o orientador do estudo, a descoberta reflete um sonho realizado, mesmo não tendo previsão para testes. “Com a estrutura que já temos conseguimos ter um gasto de R$ 30 mil a R$ 40 mil com a pesquisa – incluindo reagentes e materiais. Sabemos da importância desse estudo visto que de acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF) existem 500 milhões de pessoas diabéticas no mundo. No Brasil a expectativa é que 10% da população tenha a doença”, acrescentou. (Fonte: G1)

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