Homens pré-históricos teriam levado veados até ilhas distantes, diz estudo

Os homens pré-históricos teriam levado cervos em suas viagens, por barco e por longas distâncias, para instalá-los em novas regiões – segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (6) no periódico “Proceedings B” da Royal Society britânica.

O cervo estudado é o Cervus elaphus, conhecido como veado-vermelho ou veado da Europa. É o mais disseminado, mas, neste estudo, os pesquisadores se concentraram especificamente naqueles que povoam dois arquipélagos ao longo da Escócia, as Ilhas Hébridas Exteriores e Órcades.

Os pesquisadores consideram essas ilhas muito isoladas para que os animais tenham conseguido chegar a elas a nado e colonizá-las naturalmente. Cogita-se, então, que o homem os tenham transportado até lá.

“Do fim da última era glacial até a chegada dos primeiros agricultores, o cervo era um animal muito importante nesta região”, disse à AFP o coautor do estudo, David Stanton, da Universidade de Cardiff. “Ele fornecia comida, peles, tendões, ossos e madeira”, completou.

Grandes travessias de barco – Junto com outros pesquisadores de sua universidade, David Stanton estudou o DNA dos veados das ilhas Hébridas Exteriores e das Órcades, com base em ossos encontrados em sítios arqueológicos com cerca de 5 mil anos.

Eles descobriram que os cervos dessas duas ilhas tinham os mesmos ancestrais, mas que seu DNA não correspondia ao dos veados-vermelhos que populavam as regiões vizinhas, Escócia, Irlanda e até Noruega.

Os homens teriam feito esses animais chegarem de muito longe, o que leva a pensar em grandes travessias de barco.

“Sabemos que o homem deslocou animais domésticos, mas não sabemos que também introduziram, em alguns países, espécies selvagens”, comenta o pesquisador. Continua, porém, o mistério sobre as origens desses cervos. (Fonte: G1)

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