Ao menos 2,5 mil litros de óleo foram derramados no Litoral Norte do RS

Cerca de 2,5 mil litros de óleo foram derramados no mar após o vazamento ocorrido no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, entre as praias de Imbé e Tramandaí, na noite de quarta-feira (6). A estimativa é da Transpetro, empresa subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte e logística de combustíveis, e foi repassada pela bióloga Cleonice Kazmirczak, após sobrevoo no local na manhã desta quinta-feira (7).

Cleonice integra a equipe do serviço de emergência ambiental da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Segundo ela, o volume foi estimado com base na área atingida e na coloração da água, e o cálculo feito com uma tabela usada internacionalmente para desastres ambientais.

O Comando Ambiental da Brigada Militar fez uma estimativa semelhante. Para o órgão, o vazamento varia entre 2,5 mil e 3 mil litros de óleo. A bióloga da Fepam afirma que o volume é considerado baixo em alto mar e que o produto não deve chegar à praia. “O vento está soprando de oeste e empurrado a mancha para longe da orla. Se a condição climática não mudar, o óleo vai se dispersar”, disse Cleonice ao G1.

A Fepam informa que os prejuízos ao meio ambiente ainda serão apurados, com auxílio da Transpetro. No entanto, a bióloga da Fundação adianta que os maiores danos ocorrem quando o óleo chega à praia, o que não deve ocorrer neste incidente.

O incidente ocorreu no final do descarregamento de óleo de um navio, que estava conectado a monoboias, que ficam a cerca de 6 km da orla. O mangote – espécie de duto submarino que conecta a monoboia ao navio – se rompeu, liberando parte do óleo. De acordo com a empresa responsável, um vendaval por volta das 19h30 teria provocado o rompimento e a liberação do óleo.

“Segundo a informação da Transpetro, já não estava mais bombeando quando rompeu. Foi no final do transbordo, não tinha mais pressão. Foram descarregados milhões de litros ontem [quarta-feira]” relata a bióloga da Fepam. “O mangote suporta entre 14 e 18 mil litros e possui válvulas de segurança. Por sorte, não chegou a esse valor”, completa.

Cleonice afirma, ainda, que o vazamento ocorrido nesta quarta-feira é ‘visualmente menor que o ocorrido em 2014’, quando foram liberados 4 mil litros de óleo em um acidente semelhante.

Em nota, a Transpetro informou que o descarregamento de óleo foi paralisado preventivamente devido ao mau tempo e, em seguida, as válvulas de segurança automaticamente bloquearam as extremidades dos mangotes.

Ainda segundo a empresa, equipes de contingência da Transpetro realizam os trabalhos de contenção e remoção do produto. A nota frisa ainda que as causas do incidente estão sendo apuradas e as autoridades competentes foram informadas.

Em janeiro de 2012, um vazamento atingiu a orla da praia de Tramandaí. Ocorrido no mesmo local, o incidente derramou cerca de 100 mil litros de óleo no mar. Em julho de 2014, o acidente provocou a liberação de 4 mil litros, equivalente a 25 barris de petróleo.

Em 2012, o sistema de segurança não funcionou, impedindo o travamento do mangote – duto submarino responsável por conectar a monoboia ao navio que transportam o produto. Ao se romper e não ser contido, o dispositivo liberou o óleo no oceano. Após abertura de inquérito para apurar as causas do acidente, a Polícia Federal indiciou a empresa responsável pelo transbordo do petróleo e 3 funcionários pelo vazamento no Litoral do Rio Grande do Sul.

Segundo a PF, a falta da manutenção causou o rompimento de uma válvula, por onde o petróleo vazou. A investigação apontou também, com base em informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que foi usada pela mesma empresa uma substância tóxica nociva à saúde humana e ao meio ambiente durante a operação desencadeada para conter o produto derramado no oceano. (Fonte: G1)

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