Embrapa terá R$ 33,7 milhões para projetos de conservação da Amazônia

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) receberá, via Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$ 33,69 milhões do Fundo Amazônia, destinado à conservação e uso sustentável do bioma. Os recursos serão usados em projetos de pesquisa da empresa para conservar, recuperar e desenvolver atividades econômicas sustentáveis na floresta. Embrapa, BNDES e os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento firmaram na quinta-feira (7) acordo de cooperação técnica.

No ato de assinatura do acordo, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, refutou a ideia de que exista uma rivalidade entre a área de preservação ambiental e o agronegócio, representado pela pasta de Kátia Abreu. “É falsa a ideia de uma polarização. Quem explorou isso, explorou não em nome do Brasil, mas de seu capital político. Não há impedimento entre produzir alimento de forma sustentável, em uma agricultura de baixo carbono, e preservar o meio ambiente”, declarou. Ela também disse a Kátia Abreu que cobraria dela resultados do acordo de cooperação e teceu elogios. “Ela tem uma grande qualidade: ela cumpre a palavra dela, mesmo quando vai de encontro aos interesses do setor que ela representa”.

Kátia Abreu disse que a ideia é, por meio do convênio, diversificar as atividades na Amazônia, introduzindo, por exemplo, técnicas para desenvolvimento da aquicultura. “Hoje, estamos sonhando com a produção de peixes na Amazônia para que a gente possa abastecer o Brasil. O Brasil tem 12% da água doce do mundo e importa mais de 50% do peixe [que consome]. Queremos agregar valor a esse peixe da Amazônia e fazer com que chegue ao mundo. Se não pode desmatar, plantar grãos, plantar cana, fazer pecuária extensiva, nós temos outras opções. Temos o açaí, as frutas exóticas, o guaraná, o peixe. São R$ 33 milhões nessa primeira etapa [do acordo] e, em uma segunda etapa, mais R$ 30 milhões”.

O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, disse que o projeto “se alinha perfeitamente” à agenda da empresa pública. Segundo ele, a execução das pesquisas será com base no conceito de inteligência territorial. “[O conceito] é, de maneira simples, reunir todo o arsenal de informações sobre o quadro natural, o quadro agrário e ordenar essa informação de maneira inteligente”. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, destacou que a atividade sustentável é necessária para competir com a atividade de caráter predatório.

O dinheiro do Fundo Amazônia terá de ser usado em 30 meses. O fundo, criado com recursos do governo da Noruega, capta doações para investimentos não reembolsáveis em ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e uso sustentável das florestas do bioma Amazônia. (Fonte: Agência Brasil)

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