Pesquisa quer descobrir tempo ativo do zika em organismo de bebês

Uma pesquisa pernambucana vai acompanhar 20 bebês com microcefalia até o primeiro ano de idade. A intenção é descobrir quanto tempo o vírus da zika pode provocar alterações na saúde dos pequenos. Os pesquisadores coletarão exames de sangue dos bebês aos cinco, nove e doze meses de idade. Se for contado que o vírus da zika continua ativo nesse período, as crianças serão monitoradas por mais de um ano.

Os pesquisadores procuram identificar a presença do anticorpo IGM nos exames, um sinal de que o organismo reagiu a infecção provocada pelo vírus. Se o anticorpo estiver positivo, há uma grande chance que ainda exista alguma atividade do zika no bebê.

“A gente quer saber até quanto tempo temos que ficar de olho e preocupado com alguma consequência que possa a vir a aparecer. É importante a gente acompanhar durante os primeiros anos de vida para sabermos realmente o aspecto total desta doença”, explicou a neuropediatra Vanessa Van Der Linden.

Uma dessas alterações é a hidrocefalia, que é o acúmulo de líquido no crânio. João Guilherme nasceu com microcefalia e aos três meses descobriu a hidrocefalia. Ele precisou colocar uma válvula na cabeça para drenar o excesso de líquido. Hoje, aos cinco meses, o pequeno já se recuperou da cirurgia.

“Ele começou a ficar mais irritado que o normal. Ele tem uma irritabilidade natural dele, mas com a hidrocefalia ele ficou mais alteradinho, chorando muito. A cabeça dele ficava vermelha e quente e eu percebi que ela estava molinha”, relembra a mãe, Verônica Maria dos Santos.

O caso de João Guilherme não é o único. Outro bebê com microcefalia também teve a mesma alteração. A partir desses dois registros que os pesquisadores decidiram ir mais a fundo e investigar o tempo que o vírus da zika permanece ativo no organismo.

“A hidrocefalia é um fator que a gente precisa ficar de olho e saber que dois bebês é muito pouco, pode ser uma coincidência, a gente não tem uma relação direta, mas foi um fato que ocorreu. É uma coisa que tem que ficar de olho”, conclui a neuropediatra.

Microcefalia em Pernambuco – De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco na terça-feira (5), 1.846 casos de microcefalia foram notificados em Pernambuco. Ao todo, 303 foram confirmados como microcefalia e 490 foram descartados. São 30 confirmações a mais e 17 novas notificações em comparação com o balanço anterior, divulgado no dia 29 de março.

Isso significa que, durante uma semana, o estado notificou, por dia, mais de dois casos de bebês com suspeita da malformação do cérebro. No estado, 1.053 casos continuam sob investigação. Os dados são relativos ao período de 1º agosto do ano passado até 2 de abril deste ano. (Fonte: G1)

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