Nível do Sistema Cantareira fica estável pela terceira vez consecutiva

Sem chuva, o nível de água do Sistema Cantareira se manteve estável pela terceira vez seguida nesta sexta-feira (15) e opera com 66,2% da sua capacidade, considerando as duas cotas do volume morto, segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Até o momento, as represas do Cantareira registraram 0,9 mm de chuva em abril, considerado o início do período seco no estado de São Paulo. O esperado para o mês são 88,7 mm.

Em março, as represas receberam 179,6 mm, o equivalente a 0,89% acima do esperado para todo o mês, que era 178 mm. Em 30 de dezembro de 2015, o Sistema Cantareira deixou a dependência do volume morto após 19 meses.
Os demais sistemas que abastecem a Grande São Paulo tiveram queda no nível de seus reservatórios em relação a quinta-feira (14).

Veja o nível de todos os sistemas:
- Cantareira: 66,2% da capacidade
- Alto Tietê: 41,6% da capacidade
- Guarapiranga: 83,3% da capacidade
- Alto Cotia: 99,5% da capacidade
- Rio Grande: 92% da capacidade
- Rio Claro: 101,4% da capacidade

Índices – Após uma ação do Ministério Público, aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira. Nesta sexta, o segundo índice estava em 51,2% e considera o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios e estava em 36,9% na manhã de sexta-feira.

O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 5,7 milhões por causa da crise hídrica que atingiu o estado em 2014. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.

Volume Morto – A reserva técnica começou a ser bombeada em maio de 2014. Na época, ainda havia água no volume útil. Em julho, porém, o sistema passou a operar somente com o volume morto. Especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, alertam que o Cantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também informou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno.

O fim da dependência da reserva técnica ocorreu antes do previsto pela Sabesp. A expectativa era de uso até o fim do verão, com probabilidade de 98% de o Cantareira sair do volume morto até abril.

A chuva acima da média nos últimos meses acelerou o processo e as represas acumularam mais água por causa da precipitação intensa e entrada de água no manancial. (Fonte: G1)

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