Fortes chuvas matam 2 e deixam capital do Chile sem água potável

Duas pessoas morreram, oito estão desaparecidas e 4,5 milhões estão sem água potável após as fortes chuvas que atingiram a capital Santiago, segundo um último balanço divulgado na noite de domingo (17) pela presidente chilena, Michelle Bachelet.

“Infelizmente, até agora há duas pessoas falecidas e oito desaparecidas nas cheias dos rios”, declarou Bachelet em um informe à imprensa no Palácio La Moneda.

Deslizamentos de terra também provocaram a queda de lodo nas águas do rio Maipo, que proporciona 70% da água potável de Santiago, o que levou a empresa Águas Andinas a manter pelo segundo dia o corte do abastecimento a quase trinta bairros da capital.

A presidente anunciou o início da reposição da água potável, serviço que foi interrompido desde o sábado pela empresa Águas Andinas a 4,5 milhões de pessoas na capital, devido à lama que contaminou o rio Maipo, que abastece a capital chilena.

Enquanto isso, o governo deu por superado o transbordamento ocorrido durante o dia do rio Mapocho, que cruza Santiago, e que ocorreu devido a obras para a construção de um túnel em uma autopista paralela ao rio, cujas águas inundaram parte do bairro exclusivo Providencia, zona oeste da capital chilena.

Bachelet anunciou uma investigação para identificar se houve responsabilidade de parte da empresa Costanera Norte, encarregada dos trabalhos na rodovia.

As obras na rodovia que corre paralela ao Mapocho contribuíram para a cheia do rio e a inundação.

“Advertimos à empresa encarregada das obras, mas ela não tomou as medidas necessárias para enfrentar a chuva, e a água penetrou em túnel em construção, saiu pela boca do túnel e provocou o problema que temos agora”, declarou Alberto Undurraga, ministro de Obras Públicas.

A presidente informou, ainda, que 324 pessoas foram afetadas, 429 estão isoladas e mais de 300 residências sofreram algum tipo de dano, provocado pelo mau tempo que afetou três regiões do centro do Chile, mas que deve diminuir na segunda-feira.

As autoridades tinham decretado o fechamento dos colégios da capital devido à falta de água potável.

O mais emblemático de seus prédios e um dos mais altos da América Latina, o Costanera Center, que abriga um enorme centro comercial, fechou suas portas porque os estacionamentos viraram piscinas e algumas lojas no primeiro andar estão alagados.

Há 20 anos o Mapocho não registrava uma cheia, principalmente no bairro de Providência, zona oeste da capital chilena, devido às chuvas e aos trabalhos realizados em uma rodovia que desviaram as águas do rio.

As cheias provocaram o decreto de um alerta vermelho na região metropolitana, de mais de sete milhões de habitantes, permitindo utilizar os recursos necessários e disponíveis para agir e controlar a situação.

O governo de Santiago adotou um plano de emergência que incluiu a ativação de 45 açudes e a mobilização de mais de 60 caminhões-tanque para abastecer a população afetada.

Enquanto isso, nas redes sociais foram reproduzidas imagens de supermercados onde milhares de pessoas foram para comprar água envasada, deixando as prateleiras vazias.

O mau tempo também afeta a região de O’Higgins, sul de Santiago, em zonas rurais onde há centenas de pessoas flageladas e isoladas e imóveis danificados, segundo informou Escritório Nacional da Emergência (Onemi).

El Teniente, a maior mina de cobre subterrânea do mundo, localizada na zona pré-cordilheira desta região, mantinha suspensas suas operações devido aos danos que sua infraestrutura sofreu em função das chuvas.
As autoridades anunciaram que as chuvas se estenderiam durante todo o fim de semana, sobretudo na região pré-cordilheira central do Chile e com menor força em Santiago. (Fonte: G1)

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