Nível de água do Sistema Cantareira volta a cair nesta sexta-feira

O nível de água do Sistema Cantareira voltou a cair nesta sexta-feira (22). O sistema opera nesta tarde com 65,9% do total de sua capacidade, número que representa uma queda de 0,1 ponto percentual em relação à quinta-feira (21) desta semana, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Até o momento, as represas do Cantareira registraram 0,9 mm de chuva em abril, considerado o início do período seco no estado de São Paulo. O esperado para o mês são 88,7 mm. Na quarta, após mais de 10 dias sem chuva na capital paulista, choveu levemente em algumas regiões, em especial no Jardim Raposo Tavares e Rio Pequeno.

Em março, as represas receberam 179,6 mm, o equivalente a 0,89% acima do esperado para todo o mês, que era 178 mm. Em 30 de dezembro de 2015, o Sistema Cantareira deixou a dependência do volume morto após 19 meses.

Além do Cantareira, outros cinco sistemas que abastecem a capital – Alto Tietê, Guarapiranga, Alto Cotia, Rio Claro e Rio Grande – caíram na Grande São Paulo. Confira os índices atualizados:
- Cantareira: 65,9% da capacidade
- Alto Tietê: 41% da capacidade
- Guarapiranga: 81,1% da capacidade
- Alto Cotia: 98,6% da capacidade
- Rio Grande: 88,5% da capacidade
- Rio Claro: 100,6% da capacidade

Índices – Após uma ação do Ministério Público, aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira. Nesta sexta (22), o segundo índice estava em 51% e considera o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios e estava em 36,% nesta manhã. Os números são inferiores aos registrados nesta terça (19).

O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 7,4 milhões após a crise hídrica que atingiu o estado em 2014 e 2015. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.

Volume Morto – A reserva técnica começou a ser bombeada em maio de 2014. Na época, ainda havia água no volume útil. Em julho, porém, o sistema passou a operar somente com o volume morto. Especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, alertam que o Cantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também informou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno.

O fim da dependência da reserva técnica ocorreu antes do previsto pela Sabesp. A expectativa era de uso até o fim do verão, com probabilidade de 98% de o Cantareira sair do volume morto até abril.

A chuva acima da média nos últimos meses acelerou o processo e as represas acumularam mais água por causa da precipitação intensa e entrada de água no manancial. (Fonte: G1)

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