Nível do Sistema Cantareira tem queda na segunda-feira

O nível de água do Sistema Cantareira apresentou queda em seus reservatórios nesta segunda-feira (25). O sistema opera nesta manhã com 65,8% do total de sua capacidade, número que representa uma redução de 0,1 ponto percentual em relação ao domingo (24), de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Até o momento, as represas do Cantareira registraram 0,9 mm de chuva em abril, considerado o início do período seco no estado de São Paulo. O esperado para o mês são 88,7 mm.

Em março, as represas receberam 179,6 mm, o equivalente a 0,89% acima do esperado para todo o mês, que era 178 mm. Em 30 de dezembro de 2015, o Sistema Cantareira deixou a dependência do volume morto após 19 meses.

Além do Cantareira, todos os sistemas que abastecem a capital – Alto Tietê, Guarapiranga, Alto Cotia, Rio Claro e Rio Grande – caíram na Grande São Paulo. Confira os índices atualizados:
- Cantareira: 65,8% da capacidade
- Alto Tietê: 40,6% da capacidade
- Guarapiranga: 80,2% da capacidade
- Alto Cotia: 98,2% da capacidade
- Rio Grande: 87,1% da capacidade
- Rio Claro: 99,1% da capacidade

Índices – Após uma ação do Ministério Público, aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira. Nesta segunda, o segundo índice estava em 50,9% e considera o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios e estava em 36,5% na manhã de segunda-feira.

O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 7,4 milhões após a crise hídrica que atingiu o estado em 2014 e 2015. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.

Volume Morto – A reserva técnica começou a ser bombeada em maio de 2014. Na época, ainda havia água no volume útil. Em julho, porém, o sistema passou a operar somente com o volume morto. Especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, alertam que o Cantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também informou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno.

O fim da dependência da reserva técnica ocorreu antes do previsto pela Sabesp. A expectativa era de uso até o fim do verão, com probabilidade de 98% de o Cantareira sair do volume morto até abril.

A chuva acima da média nos últimos meses acelerou o processo e as represas acumularam mais água por causa da precipitação intensa e entrada de água no manancial. (Fonte: G1)

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