AP registra 170 casos de chikungunya nos quatro primeiros meses de 2016

O Amapá fechou os primeiros quatro meses de 2016 com 170 casos registrados da febre chikungunya, sendo 132 somente na capital, Macapá. Os números são da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS), que acredita existir uma quantidade maior no total de casos por causa da maioria dos pacientes com sintomas não procurar os postos de saúde.

O chefe da Vigilância Epidemiológica no estado, Emanoel Bentes, avalia que a falta de uma rede coordenada de notificações e coleta de sangue para os exames dentro das unidades de saúde limita um maior número de registros. Durante todo o ano de 2015, o Amapá teve 997 casos da febre, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

“Não tem acolhimento diferenciado, quando chega com os sintomas não há disponibilidade de consulta. As unidades não coletam amostras de sangue para enviar ao Lacen [Laboratório Central do Estado] e só recomendam que o cidadão espontaneamente procure o laboratório. E não vai, pois demanda transporte”, disse Bentes ao Bom Dia Amazônia desta segunda-feira (2).

Dos 132 casos com registro em Macapá, sete deles são considerados autóctones, quando a contaminação acontece na região do caso. Os de 2016 já superam os do ano passado, quando cinco casos foram classificados na capital.

A doença – O vírus chikungunya foi identificado pela primeira vez entre 1952 e 1953, durante uma epidemia na Tanzânia. Mas casos parecidos com essa infecção – com febres e dores nas articulações – já haviam sido relatados em 1770. O agente transmissor é o mosquito Aedes aegypti, mesmo causador da dengue, e o Aedes albopictus.

Quais são os sintomas? – Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina e dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.

Tem tratamento? – Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem intensas, uma opção terapêutica é o uso de corticoides. (Fonte: G1)