Cooperativa produz sabonete com óleo de buriti, patauá, andiroba e açaí

Montada em 2015, a Cooperfrutas de Mâncio Lima, no interior do Acre, conta com cerca de 50 famílias trabalhando direta e indiretamente na extração de óleo de frutas típicas da Amazônia para a produção de sabonetes e sabão artesanal que são enviados para outros estados. Os produtos são vendidos de R$ 5 a R$ 22, o óleo é R$ 7.

De acordo com a superintendente da cooperativa, Elizana Araújo, quatro frutas especificamente são exploradas para a confecção do produto. São elas, o buriti, açaí, patauá e andiroba. Ela explica que além de rentável, o projeto também tem consciência ambiental.

“Com esses produtos fazem a extração do óleo pra exportar e também confecção de sabão e sabonetes. As sementes são usadas como mudas e os resíduos que sobram são encaminhados para o comércio local para a fabricação de ração animal. Por enquanto, o sabonete é vendido aqui, pois é feito de forma bem simples”, explica.

A cooperativa abastece os mercados do Acre e Belém (PA), mas também já negocia com São Paulo e Paraná. Em média, 3 toneladas de óleos são produzidas e exportadas mensalmente. A superintendência acredita que em três anos, o trabalho deve alcançar 150 famílias. O projeto Valores da Amazônia destinou R$ 500 mil para a cooperativa para investimentos em capacitação de trabalhadores e investimento em infraestrutura.

A presidente da cooperativa está otimista e destaca que em menos de um ano o trabalho tem sido bem aceito e tido um grande pedido de vendas. Na quinta-feira (28), ela mesma enviou mostras para São Paulo e Paraná em busca de fechar com mais compradores.

“Não é apenas um trabalho financeiro, mas também social, porque trabalhamos com essa questão de reflorestamento. Antigamente as pessoas tinham a ideia de derrubar a árvore para tirar o buriti, por exemplo, mas hoje não é mais assim”, explica.

Uma das famílias é a do colhedor Elivani Silva, que trabalha há 6 anos exclusivamente com a extração do óleo de buriti. Com isso, ele consegue uma renda mensal de R$ 3 mil. “O buriti hoje é a base de renda da minha família, tiro quase 600 sacas de buriti e dá para viver. Ainda bem que não tem mais a cultura de derrubar as árvores porque é o que nos dá lucro. Se deixar a árvore em pé sempre vai dar o fruto”, finaliza. (Fonte: G1)