Nível do Sistema Cantareira tem queda na sexta-feira

O nível do Sistema Cantareira caiu 0,1 ponto percentual nesta sexta-feira (13) e opera com 64,9% da capacidade, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

A chuva registrada em maio até o momento é de apenas 1,1 mm. O volume esperado para este mês são 78,2 mm.

Os níveis dos sistemas Alto Tietê, Alto Cotia e Rio Grande também sofreram queda nesta sexta. Os demais sistemas que abastecem a Grande São Paulo se mantiveram estáveis.

Confira os índices atualizados:
– Cantareira: 64,9% da capacidade
– Alto Tietê: 38,8% da capacidade
– Guarapiranga: 76,7% da capacidade
– Alto Cotia: 95,1% da capacidade
– Rio Grande: 77,7% da capacidade
– Rio Claro: 94,8% da capacidade

Índices – Após uma ação do Ministério Público, aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira. Nesta quinta, o segundo índice estava em 50,2% e considera o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios e estava em 35,6% na manhã de sexta-feira.

O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 7,4 milhões após a crise hídrica que atingiu o estado em 2014 e 2015. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.

Volume Morto – A reserva técnica começou a ser bombeada em maio de 2014. Na época, ainda havia água no volume útil. Em julho, porém, o sistema passou a operar somente com o volume morto. Especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, alertam que o Cantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também informou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno.

O fim da dependência da reserva técnica ocorreu antes do previsto pela Sabesp. A expectativa era de uso até o fim do verão, com probabilidade de 98% de o Cantareira sair do volume morto até abril.

A chuva acima da média nos últimos meses acelerou o processo e as represas acumularam mais água por causa da precipitação intensa e entrada de água no manancial. (Fonte: G1)