Sistema Cantareira mantém nível de água estável pelo 5º dia seguido

O nível de água do Sistema Cantareira ficou estável nesta segunda-feira (30), pelo quinto dia seguido, e opera com 66,2% do total da sua capacidade, de acordo com dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Nas últimas 24 horas, não choveu nas represas que compõem o reservatório. No acumulado do mês, no entanto, a chuva registrada é de 87,4 mm, marca já superior ao esperado para todo o mês, que é de 78,2 mm.

Os sistemas Alto Tietê, Guarapiranga e Alto Cotia também ficaram estáveis. Já o Rio Grande e o Rio Claro apresentaram queda nos níveis de armazenamento de água. Confira os dados atualizados:
– Cantareira: 66,2% da capacidade
– Alto Tietê: 40,6% da capacidade
– Guarapiranga: 82,6% da capacidade
– Alto Cotia: 99,8% da capacidade
– Rio Grande: 77,3% da capacidade
– Rio Claro: 96,9% da capacidade

Índices – Após uma ação do Ministério Público, aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira. O segundo está em 51,2% e considera o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios e também se manteve em 36,9% na manhã de segunda-feira.

O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 7,4 milhões após a crise hídrica que atingiu o estado em 2014 e 2015. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.

Volume Morto – A reserva técnica começou a ser bombeada em maio de 2014. Na época, ainda havia água no volume útil. Em julho, porém, o sistema passou a operar somente com o volume morto. Especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, alertam que o Cantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também informou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno.

O fim da dependência da reserva técnica ocorreu antes do previsto pela Sabesp. A expectativa era de uso até o fim do verão, com probabilidade de 98% de o Cantareira sair do volume morto até abril.

A chuva acima da média nos últimos meses acelerou o processo e as represas acumularam mais água por causa da precipitação intensa e entrada de água no manancial. (Fonte: G1)