Ministro da Saúde diz que vacinação de H1N1 deve ser antecipada em 2017

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que adiantará o início da campanha de vacinação contra o vírus H1N1 em 2017. Neste ano, o pico de casos da doença foi antecipado, o que dificultou a imunização do público alvo. Segundo o governo, 886 pessoas morreram em 2016 pelo vírus, maior número desde 2009.

Barros fez uma videoconferência com jornalistas na tarde desta sexta-feira (17). Ele afirmou que os dados deste ano serão estudados para saber quando começará o calendário no ano que vem. Para 2017, devem ser adquiridas mais doses do que as 44 milhões disponibilizadas neste ano.

Mortes por H1N1 – Desde 2009, quando a pandemia do H1N1 matou mais de 2 mil pessoas no Brasil, o país não registrava um número tão alto de vítimas pelo vírus. Em 2016, 886 pessoas faleceram por H1N1.

De acordo com o médico Caio Rosenthal, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o vírus chegou “antes do previsto” e pegou todo mundo desprevenido, sem anticorpos.“Como a epidemia veio antes do esperado, a população vulnerável, ou seja, sem vacina, estava desprotegida”.

“Assim que a vacina começou a ser distribuída, os casos reduziram consideravelmente. Então, só posso imaginar que era uma população que estava sem anticorpo natural e vacinado”, completou Rosenthal.

A antecipação da temporada de gripe no Brasil foi atípica, segundo especialistas. “O esperado seria ter o pico de casos no mês de julho. O que está acontecendo neste momento [em abril] é uma antecipação de circulação do H1N1”, disse a pediatra Lucia Bricks, diretora médica de Influenza na América Latina da Sanofi Pasteur.

Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte. Não há uma explicação definitiva para a chegada precoce do vírus.

Ao todo, foram notificados 4.581 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza A/H1N1 em 2016. A SRAG é uma complicação da gripe. Em 2015, foram 141 casos de SRAG, em 2014, 465 casos e em 2013, 3.733 casos.

O registro de 2.060 mortes no Brasil em 2009 ocorreu quando a vacina ainda estava em desenvolvimento. Ela passou a ser aplicada em 2010, quando o governo brasileiro anunciou que iria imunizar 92 milhões de pessoas.

Em 2013, o Brasil também registrou outro pico da epidemia: foram 768 mortes.

O termo pandemia, a que se refere os registros da doença em 2009, é utilizado quando uma epidemia se espalaha ao redor do mundo.

A gripe A, causada pelo vírus H1N1, vitimou 18,5 mil pessoas entre abril de 2009 e agosto de 2010. Um estudo da época publicado pela revista médica “The Lancet Infectious Diseases” mostra que a pandemia foi mais mortal do que a Organização Mundial de Saúde (OMS) acreditava – o número de mortes foi até 30 vezes maior e que tenha ficado entre 151,7 mil e 575,4 mil.

O sudeste asiático e a África sofreram 59% de todos os óbitos atribuídos ao H1N1 – as regiões abrigam 38% da população mundial. (Fonte: G1)

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