Bairro com Aedes transgênico teve 91% menos dengue em Piracicaba/SP

O bairro de Piracicaba (SP) que recebeu mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados, como forma de combate ao inseto selvagem, teve uma redução de 91% no número de casos de dengue em um ano, segundo dados divulgados pela Prefeitura e a empresa contratada para realização do projeto na cidade.

A quantidade de pessoas infectadas no bairro Cecap/Eldorado, que tem cerca de 5 mil habitantes, foi de 133 casos entre julho de 2014 e o mesmo mês do ano passado, antes da liberação do chamado “Aedes do Bem”. Já de julho de 2015 até agora foram registradas 12 pessoas com dengue na região.

De acordo com informações da Vigilância Epidemiológica de Piracicaba, no restante do município de 370 mil habitantes, a redução foi de 52% na comparação entre os mesmos períodos. Foram 3.348 doentes confirmados nos 12 meses de 2014/2015 e 1.676 casos em 2015/2016.

Os mosquitos transgênicos, de acordo com a Oxitec, não transmitem a doença e combatem os insetos selvagens. Devido à alteração genética do “Aedes do Bem”, os filhotes dele nascem estéreis. Liberado no ambiente, o macho com DNA modificado fecunda a fêmea na natureza, o que reduz a possibilidade de reprodução entre os mosquitos selvagens, transmissores da dengue.

Ampliação do projeto – Após os testes e resultados com o Aedes transgênico em Piracicaba, a Prefeitura e a Oxitec anunciaram que vão ampliar a região de soltura dos mosquitos. Os primeiros insetos modificados devem ser liberados no bairro São Judas na penúltima semana de julho.

O contrato para expansão na região central de Piracicaba foi assinado em 31 de maio. Além do São Judas, o projeto irá atingir outros 10 bairros: São Dimas, Centro, Clube de Campo, Cidade Jardim, Cidade Alta, Parque da Rua do Porto, Nhô Quim, Jardim Monumento, Nova Piracicaba e Vila Rezende. A ação vai custar R$ 3,7 milhões à administração municipal.

Método – Os mosquitos, segundo a empresa, não contribuem para a transmissão da dengue e outras doenças, porque só a fêmea do Aedes aegypti pica. A empresa obteve aval da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para operar, porque a metodologia foi considerada segura.

Em abril deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a criação de um marco regulatório capaz de avaliar o tema para conceder um registro especial e temporário para o mosquito transgênico produzido pela Oxitec, o OX513A.

A Oxitec afirmou, no final de maio, que a autorização temporária para comercialização ainda não saiu e que o contrato de R$ 3,7 milhões com a Prefeitura de Piracicaba é no formato experimental e de pesquisa. (Fonte: G1)

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