EUA aprovam ‘Aedes transgênico’; teste comprova ausência de impacto

Uma avaliação do Centro de Medicina Veterinária da Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA-CVM, na sigla em inglês) apontou que o mosquito geneticamente modificado do Aedes Aegypti não causa impactos negativos à saúde ou ao meio ambiente, após um teste realizado em Flórida Keys. O “Aedes do Bem” foi solto na região central de Piracicaba (SP) e reduziu 91% dos casos de dengue no bairro Cecap/Eldorado.

O experimento com mosquitos transgênicos para combater a população do Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus da zika, da dengue e da chikungunya foi liberado nos Estados Unidos. O resultado final da avaliação ambiental sobre o uso do mosquito transgênico, que atua como forma de combate ao inseto selvagem, foi publicado na última sexta-feira (5).

Um relatório preliminar do ensaio foi liberado em março e o teste passou por comentários públicos para ser finalizado.

A decisão do órgão regulatório norte-americano concluiu que o uso do mosquito geneticamente modificado, criado pela empresa Oxitec, não acarretará impactos para a sociedade e natureza.

Segundo a empresa contratada pela Prefeitura de Piracicaba para realização do projeto na cidade, o objetivo do ensaio é demonstrar a eficácia do “Aedes do Bem” no controle da população selvagem do Aedes Aegypti em Key Haven, no condado de Monroe, Flórida.

“A confirmação da segurança ambiental do Aedes do Bem nos Estados Unidos, associada aos resultados obtidos pelo projeto em Piracicaba, é algo que deve ser levado em consideração pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que precisa agilizar a liberação comercial da tecnologia no Brasil, onde já existe aval da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio)”, disse Gabriel Ferrato, prefeito de Piracicaba.

O bairro Cecap/Eldorado, que recebeu os mosquitos geneticamente modificados, teve uma redução de 91% no número de casos de dengue em um ano, segundo dados divulgados pela Prefeitura e a Oxitec.

A quantidade de pessoas infectadas no bairro Cecap/Eldorado, que tem cerca de 5 mil habitantes, foi de 133 casos entre julho de 2014 e o mesmo mês do ano passado, antes da liberação do chamado “Aedes do Bem”.
Já de julho de 2015 até agora foram registradas 12 pessoas com dengue na região.

Ampliação do projeto – Os mosquitos transgênicos começaram a ser soltos na região central de Piracicaba no dia 29 de julho. O bairro São Judas, que conta com 3,6 mil moradores, foi o primeiro a receber 150 mil Aedes do Bem. Somente nesta área, são 700 mil mosquitos por semana.

A ação vai custar R$ 3,7 milhões à administração municipal. No total, a ação visa proteger uma população de 60 mil pessoas e atingir uma área equivalente a 1.754 campos de futebol, de acordo com a Prefeitura.

Os outros bairros que receberão os mosquitos modificados são: Centro, Cidade Alta, Cidade Jardim, Clube de Campo, Jardim Monumento, Nova Piracicaba, Nhô Quim, Parque da Rua do Porto, São Dimas e Vila Rezende. (Fonte: G1)

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