MMA e Oceana discutem proteção do mar

A cooperação da ONG norte-americana Oceana com os programas do Ministério do Meio Ambiente voltados para a proteção do oceano e da pesca foi discutida, nesta segunda-feira (15/08), pelos secretários de Biodiversidade e Florestas, José Pedro de Oliveira, e de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Ricardo Soavinski, com a diretora-geral da instituição no Brasil, Mônica Peres.

Mônica Peres afirmou que a Oceana está levantando dados para identificar a quantidade e os tipos de pescados que o país produz, e a melhor forma de manejo das espécies ameaçadas, diante da pesca predatória de arrasto, principalmente. Dados como esses servirão, entre outros objetivos, para criar áreas de proteção das espécies mais vulneráveis e de medidas que possam evitar a sobrepesca. Para ela, é fundamental a construção de uma gestão científica da pesca no país.

O secretário de Biodiversidade e Florestas elogiou o trabalho da Oceana, e explicou que o Ministério do Meio Ambiente, na gestão do ministro Sarney Filho, trabalha de forma integrada com as diversas áreas do MMA, órgãos vinculados e com outros ministérios para tratar de diferentes pautas. “Esta política tem dados excelentes resultados, como a criação do Santuário de Vida Silvestre de Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo, um antigo pleito dos ambientalistas”, explicou José Pedro de Oliveira.

Campanha – A próxima etapa, segundo o secretário, será o lançamento nacional da campanha pela aprovação do Santuário de Baleia do Atlântico Sul, no dia 18, no Rio de Janeiro. O secretário sugeriu que a Oceana também se junte ao ministério na criação dos Corredores Ecológicos, em fase de estudo, que envolvem o Brasil e países da América do Sul.

O secretário Ricardo Soavinski reforçou que as propostas da ONG poderão contar com o apoio do MMA, já que estão em consonância com as diretrizes da pasta. “A criação do Ministério da Pesca, agora extinto, atendeu às reivindicações do setor pesqueiro no país, mas não contribuiu para diagnosticar e propor alternativas de proteção ao oceano e às espécies marítimas”, lamentou o secretário.

A Oceana foi criada em 2001 por um grupo de fundações líderes em conservação – Pew Charitable Trusts, Oak Foundation, Marisla Foundation (anteriormente Homeland Foundation), e Rockefeller Brothers Fund. Em 1999, essas fundações financiaram um estudo que revelou que menos de 0,5% de todos os recursos financeiros utilizados por ONGs ambientalistas nos Estados Unidos eram destinados à conservação marinha – uma estatística alarmante. Até então, não existia nenhuma organização trabalhando exclusivamente para proteger e recuperar os oceanos em escala global. (Fonte: MMA)

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