As expedições que têm descoberto estranhas criaturas roxas nas profundezas submarinas

Dezenas de espécies submarinas raras e espetaculares foram encontradas por expedições em algumas das mais profundas trincheiras do oceano Pacífico neste ano.

Entre elas, estão estranhas criaturas roxas como “monstros de lama” e um pepino-do-mar nadador comparado à personagem Mary Poppins pelos cientistas.

Em outra viagem, foram encontradas cerca de 500 frestas de metano sob o oceano na costa oeste dos Estados Unidos – isso dobra o número conhecido de infiltrações borbulhando o poderoso gás do efeito estufa.

As fissuras de gás foram encontradas por uma expedição comandada por Robert Ballard, o homem que localizou os primeiros destroços do Titanic.

Em seu navio, chamado Nautilus, a equipe de Ballard encontrou novas frestas no mar próximo aos Estados de Washington, Oregon e Califórnia, nos EUA.

Ainda não se sabe muito sobre a quantidade de metano que está saindo dessas infiltrações ou quanto do gás está entrando na atmosfera. Mas pesquisadores dizem que as novas descobertas podem ajudar a calcular melhor as estimativas globais dessas emissões.

“Infiltrações de metano eram simplesmente desconhecidas há 20 anos”, disse o professor Jesse Ausubel, da Universidade Rockefeller, de Nova York, que fazia parte da equipe do Nautilus.

“De início, as pessoas pensaram que elas eram incrivelmente raras. Mas graças às expedições essas infiltrações se tornaram conhecidas agora, e então o orçamento para o metano pode precisar ser recalculado. É por isso que a exploração é tão importante.”

Uma das expedições-chave deste ano, organizada pela Administração Nacional Oceanográfica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), foi a exploração da Fossa das Marianas, o local mais profundo dos oceanos, por 59 dias.

Além de descobrirem novas fontes hidrotermais de até 30 metros de altura, os integrantes da expedição também encontraram algumas criaturas misteriosas e raramente vistas.

“É sempre surpreendente o que encontramos”, disse Nicole Raineault, diretor de operações científicas na Ocean Exploration Trust, que organizou a viagem.

“Nós observamos o Mediterrâneo, o Golfo do México, o Caribe e agora o leste do oceano Pacífico com esses veículos operados de maneira remota para conseguir imagens do chão oceânico. E ficamos surpresos o tempo todo com a variedade de vida que encontramos”, explicou.

“Apenas reforça o quão pouco nós sabemos sobre o oceano e quantas coisas mais existem ali para serem descobertas.” (Fonte: Terra)

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