Prefeitura de SP prevê redução de mortes por dengue em 2016

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo divulgou nesta sexta-feira (18) balanço parcial sobre dengue em que prevê a redução do total de casos registrados da doença e de morte de doentes em 2016.

Até 10 de outubro de 2016, foram registrados 15.946 casos no município, com 7 mortes. Ao longo de todo o ano de 2015, foram 100.437 casos, com 25 mortes registradas. A secretaria não divulgou dados referentes ao mesmo intervalo de tempo, o que impede que os números sejam comparados. No entanto, segundo a assessoria de imprensa da pasta, a previsão é que não haja novas mortes pela doença neste ano.

Até outubro deste ano, também foi registrada suspeita de dengue em outras 41 pessoas, casos que foram descartados. Um caso permanece sob investigação. Dos mortos por dengue na capital paulista neste ano, dois eram homens e cinco, mulheres.

O secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que mais da metade dos casos da capital em que foram identificados vetores do mosquito transmissor da dengue dentro das casas tinha “relação direta com o hábito de armazenar água”. São reservatórios criados pelas pessoas devido à crise hídrica, disse o secretário.

Padilha creditou a melhoria parcial dos indicadores à conscientização da população e aos programas da pasta, como a entrada forçada em imóveis fechados e o uso de drone para a identificação de criadouros. “Mas não é motivo para baixar a guarda”, afirmou.

As notificações de dengue na capital em 2016 foram registradas principalmente nas regiões Leste (4.816 casos) e Sudeste (4.676) Sudeste da cidade. Em 2015, a campeã de casos foi a Zona Norte. Lajeado lidera entre os distritos com maior notificação de casos (1.349), sendo seguido pelos bairros da Penha (916) e Itaquera (488).

De acordo com a Secretaria de Saúde, foram feitas neste ano mais de 3,9 milhões de visitas a imóveis, com a identificação de mais de 5,3 milhões criadouros.

Febre chikungunya e zika – O secretário defendeu que se mantenha o alerta contra o mosquito em 2017. “Temos que manter o alerta em relação ao chikungunya e o zika vírus. Já se falava em 2016 e acho que continua como um grande desafio o desenvolvimento de testes para se diagnosticar mais rápido”, disse Padilha.

Até 1º de novembro, foram confirmados 41 casos da febre chikungunya na capital, outros 51 casos foram confirmados de pessoas residentes fora da cidade e mais 347 de pessoas que estiveram fora da cidade mas residen na cidade. Este foi o primeiro ano com registro de pessoas adquiriam o zika e o chikungunya na capital.

Já em relação aos casos de zika vírus, até 11 de novembro, foram notificados na cidade 698 casos – 465 descartados e 177 ainda ainda investigação. 9 das vítimas adquiram o vírus na cidade mesmo (sete estavam gestantes quando houve o início dos sintomas). (Fonte: G1)

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