Amazônia: áreas protegidas terão Observatório

O Observatório de Áreas Protegidas e Clima da Amazônia foi lançado na segunda-feira (5/12), na Conferência das Partes (COP) 13, em Cancun, no México. Com o objetivo de promover uma gestão mais qualificada e integrada de áreas protegidas da região amazônica e obter um melhor entendimento sobre sua relação com a mudança do clima, o Observatório é uma plataforma colaborativa de cooperação entre países amazônicos.

O lançamento foi feito durante o evento paralelo Áreas Protegidas da Amazônia – Soluções naturais para as mudanças climáticas, organizado pela Rede Latino-Americana de Parques Naturais e Áreas Protegidas (Redparques), Comissão Mundial de Áreas Protegidas e WWF.

Segundo o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Claudio Maretti, que integrou o grupo de discussão da Redparques no evento, as áreas protegidas têm enfrentado inúmeros desafios.

“Sabemos que essas áreas são uma das mais importantes estratégias de conservação para alcançar as metas de Aichi. Ainda há muito o que fazer e precisamos continuar trabalhando nesta perspectiva regional se quisermos avançar”, avaliou Maretti.

As metas de Aichi são um conjunto de 20 proposições voltadas a minimizar as perdas da biodiversidade em todo o planeta até o ano de 2020. Foram aprovadas na COP 10 da Convenção sobre Diversidade Biológica, realizada em Nagoya, província de Aichi, no Japão, em 2010.

Cooperação - Desenvolvido pelo WWF-Brasil em parceria com a Redparques, o Observatório de Áreas Protegidas e Clima da Amazônia é uma plataforma para aumentar a cooperação regional sobre o tema, tornando-se base para o intercâmbio de informações para a gestão e as políticas de áreas protegidas. Além de mapas, os usuários poderão encontrar publicações, notícias, infográficos e vídeos de diversos países.

“Acreditamos que o Observatório também irá promover e acelerar o diálogo entre as partes interessadas e contribuir para um processo de tomada de decisão tecnicamente mais sólido para o desenvolvimento sustentável e a conservação da Amazônia”, explica Mariana Napolitano, coordenadora do Programa de Ciências do WWF-Brasil.

Outra proposta é avaliar de perto o progresso da meta 11 de Aichi, que trata da consolidação dos sistemas de áreas protegidas, apresentando os indicadores e o status de alcance da meta na região amazônica. O Observatório oferece, ainda, links para baixar as principais políticas de mudança do clima e áreas protegidas dos países amazônicos – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname, Venezuela e Guiana Francesa.

O evento em Cancun reuniu representantes dos governos do Brasil, Peru, Colômbia e Equador, além de especialistas em áreas protegidas do WWF-Brasil e União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) para discutir o papel das áreas protegidas para a mitigação e a adaptação à mudança do climática.

Saiba mais – A Redparques é um mecanismo técnico composto por diretores dos sistemas nacionais de áreas protegidas dos países membros. Seu objetivo é aumentar progressivamente a capacidade tecnológica e de gestão, com base no intercâmbio de experiências e conhecimentos entre os membros. (Fonte: MMA)

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