Falta água para a lavoura, os animais e até para as pessoas na Paraíba

O sertão do Nordeste vive uma das piores secas da história. É bom lembrar que, normalmente, a estiagem é comum no Nordeste durante sete, oito meses por ano. O problema é quando não chove, ou chove pouco, nos meses em que normalmente deveria chover.

Já são cinco anos de pouca chuva nesses meses do inverno. Por isso, falta água para as plantas, animais e até para as pessoas. A Paraíba é um dos estados mais afetados pela seca.

Nos últimos 60 anos, a região que hoje é possível ver, ficava debaixo das águas do açude do Boqueirão, na Paraíba. Quando as águas represadas do Rio Paraíba foram perdendo seu volume, desde a última chuva forte em 2011, o que era submerso foi surgindo em rochas.

Atualmente o açude está com apenas 5% de sua capacidade. Ao todo, a represa já baixou mais de 20 metros.

Segundo o técnico agrícola Everaldo Jacobino, a represa vem baixando um centímetro por dia. “Nos dias com sol mais quente e ventando muito, chega a perder dois centímetros por dia. Em 60 anos de existência, é a primeira vez que ele atinge essa capacidade”.

Outra preocupação é com a qualidade da água dessa represa. Um dos problemas é a cianobactéria, que se formam com excesso de algas. Elas podem ser muito tóxicas.

As águas da represa do açude do Boqueirão abastecem Campina Grande, cidade com cerca de 400 mil habitantes e outros 18 municípios. Em Campina Grande, a água é racionada. São três dias com água e quatro dias sem água. (Fonte: G1)

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