Cartilha incentiva a conservação de papagaios

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou, na sexta-feira (10), a cartilha Papagaios do Brasil com o objetivo de incentivar a proteção da ave – que possui espécies ameaçadas de extinção – e também coibir o comércio ilegal no Brasil. A publicação é mais uma das ações do governo federal que marcam o Ano do Papagaio, cuja celebração se encerra em 2017. A iniciativa é coordenada pela Sociedade Brasileira de Zoológicos e Aquários (SZB) com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e de projetos de conservação.

“Os papagaios têm importante papel na conservação dos nossos ecossistemas. São um dos importantes símbolos do Brasil, mas, ao mesmo tempo, representam um grupo de aves terrestres mais vulnerável à extinção devido a efeitos decorrentes da perda de habitat e da intensa retirada ilegal desses animais da natureza”, afirma o secretário de Biodiversidade do MMA, José Pedro de Oliveira Costa. Para ele, é fundamental sensibilizar a sociedade brasileira para a conservação da ave e os seus ambientes naturais.

Desde o ano passado, ações de educação ambiental são realizadas em zoológicos de todas as regiões do país. Elas marcam o Ano do Papagaio e chamam a atenção da sociedade às ameaças e à necessidade de conservação do território onde habitam as 12 espécies de papagaios brasileiros. Essas aves estão presentes nos seis biomas (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal).

O governo federal coordena o Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Papagaios da Mata Atlântica (PAN Papagaios) desde 2010. As ações do plano têm foco na conservação de três espécies ameaçadas de extinção: papagaio-charão (Amazona pretrei), papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) e papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha), além de ações direcionadas a outras duas espécies consideradas quase ameaçadas: papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) e papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva).

Em razão do êxito de ações de preservação, o papagaio-de-cara-roxa saiu da categoria “vulnerável” para “quase ameaçada”, na Lista Nacional de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Brasil. A principal região dos cara-roxas fica no litoral norte do Paraná, que está em bom estado de conservação, o que possibilita a recuperação dessa espécie.

Já o papagaio-verdadeiro é alvo frequente do tráfico de animais silvestres e a espécie mais comercializada ilegalmente no Brasil. Por serem aves de rara beleza e os mais “falantes”, os animais atraem a cobiça de pessoas que querem ter o animal para si, e mantê-los fora de seus hábitats naturais. Conforme a Lei de Crimes Ambientais e a Lei de Proteção à Fauna, prender, vender ou comprar de forma ilegal animais da fauna brasileira é crime sujeito a prisão e multa.

A cartilha terá versões impressa e digital e será divulgada também pela Sociedade Brasileira de Zoológicos e Aquários, em seu Congresso, que ocorre em Pomerode (SC). Com linguagem acessível a todas as faixas-etárias, a publicação procura conscientizar a população para a preservação das aves e reforça os aspectos de educação ambiental. O conteúdo é apresentado por Glauci, mascote da campanha do Ano do Papagaio.

O documento chama atenção da sociedade para as principais ameaças às espécies, entre elas, o comércio ilegal, o desmatamento e a alteração dos ambientes em que vivem os papagaios. O material traz, ainda, curiosidades como o primeiro nome dado ao Brasil, à época do Descobrimento (1500), quando o país era chamado de Terra dos Papagaios, em razão da grande quantidade de animais dessa espécie e de outras aves da mesma família, como as araras. (Fonte: MMA)

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