Transposição do São Francisco dá esperança para quem vive na Paraíba

Dona Lourdes criou 11 filhos com o dinheiro que lucrava na lavoura no agreste da Paraíba. Mas há cinco anos, a agricultora não consegue tirar nada dessa terra. Até os animais que criava, teve que vender. “Tem que vender para acudir os bichinhos. Não pode deixar ficar passando fome”, conta a agricultora.

A 70 quilômetros do assentamento onde mora Dona Lourdes, Leôncio também viu a plantação se reduzir a galhos secos e retorcidos. “Fala que plantava tomate, feijão, milho, acerola e banana, atualmente a produção caiu 100%”, fiz o agricultor.

O céu até fica bonito, as nuvens parecem trazer bons sinais, mas a chuva não chega. Leôncio mora no município de Boqueirão, onde fica o reservatório Epitácio Pessoa, também conhecido como Boqueirão. Lá, no ano passado, choveu 50% a menos que a média histórica.

O açude de Boqueirão está com apenas 3,5% da capacidade total de armazenamento. O que equivale a cerca de 14 milhões de metros cúbicos e essa pouca água é o que tem abastecido Campina Grande, a segunda maior cidade da Paraíba e outros 18 municípios.

Água só de carro pipa. Da última vez, ela comprou e teve que pagar R$ 300,00. A esperança dela em dias melhores está na transposição do rio São Francisco.

As águas do Velho Chico chegaram à Paraíba no início de março. Em pouco mais de um mês, devem encher dois reservatórios até desaguar no açude de Boqueirão.

A expectativa é que as águas da transposição elevem o volume do açude para cerca de 40% da capacidade. (Fonte: G1)

Esta entrada foi escrita emClipping e tags