Trump adia decisão sobre Acordo de Paris para depois da reunião do G7

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, só tomará uma decisão sobre a saída do país do Acordo de Paris sobre a mudança climática depois que retornar da Cúpula do G7, que acontecerá entre os dias 26 e 27 de maio na Itália.

Trump prometeu no dia 29 de abril que tomaria uma “grande decisão” sobre o Acordo de Paris nas próximas duas semanas, prazo que se encerraria no próximo sábado.

No entanto, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, afirmou hoje que o presidente decidiu adiar a decisão até o retorno da reunião dos sete países mais industrializados do mundo no fim do mês.

A Casa Branca está dividida em dois grupos quanto ao Acordo de Paris, uma delas liderada pela filha do presidente, Ivanka Trump, pelo secretário de Estado, Rex Tillerson, e pelo secretário de Energia, Rick Perry, segundo vários veículos da imprensa americana.

Os três defendem a permanência do país no pacto sobre o clima. Tillerson considera a continuidade vital se os EUA não quiserem perder influência no palco global. Perry, apesar de desejar ficar no acordo, quer renegociar os compromissos firmados pelo governo do ex-presidente Barack Obama.

Do outro lado, o que quer abandonar o acordo, estão o estrategista-chefe de Trump, Stephen Bannon, e o administrador da Agência de Proteção do Meio Ambiente (EPA), Scott Pruitt, que, na semana passada, classificou o pacto como um “mau negócio”.

O compromisso assumido pelos EUA é de reduzir até 2025 as emissões de gás de efeito estufa entre 26% e 28% em relação aos níveis de 2005.

O governo de Obama planejava atingir esse objetivo substituindo as usinas elétricas abastecidas por carvão por outras movidas a gás natural e energias limpas, uma política que contrasta com a promessa de Trump de criar empregos para os trabalhadores de usinas que usavam combustíveis fósseis.

Se os EUA decidirem ficar no Acordo de Paris, mas alterando os compromissos assumidos – algo inevitável se Trump prosseguir desmantelando as medidas de Obama -, isso abriria a porta para ações judiciais de ativistas do meio ambiente. (Fonte: Terra)

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