Falta de água por causa da seca dispara alerta em Roma

A empresa que administra a água em Roma, a Acea, se reunirá nesta segunda-feira (24) para estudar um programa de restrição do fornecimento na capital italiana após a decisão das autoridades regionais de deter a captação no lago de Bracciano perante a preocupante seca.

A possibilidade de cortes de água em Roma durante várias horas a partir do próximo dia 29 de julho, uma medida que afetaria 1,5 milhão de moradias e 2,9 milhões de residentes, foi publicada neste domingo (23) pela imprensa italiana.

A Acea explicou que a medida será necessária se for confirmada a ordem do governante da região do Lazio, Nicola Zingaretti, de proibir a captação do lago de Bracciano, principal recurso hídrico da capital, perante uma possível “catástrofe meio ambiental” por causa da preocupante queda do nível da água.

A sociedade de distribuição da água criticou duramente a medida de fechar a captação do lago, que será executada a partir do dia 28 de julho se não melhorar a situação, ao considerar que se trata de um ato “anômalo e ilegal, mas sobretudo inútil para a proteção” de Bracciano.

A seca Roma se deve ao forte calor dos últimos meses e à falta de chuvas. Nos primeiros seis meses de 2017, só caíram na capital 157 milímetros de água, distribuída em 26 dias.

A prefeita, Virgínia Raggi, fez um apelo para que a Acea e a região encontrem uma rápida solução que garanta o abastecimento dos cidadãos e, sobretudo, a todos os hospitais e aos bombeiros.

Raggi lembrou a medida adotada pela Câmara municipal no começo do mês, duramente criticada, de fechar por turnos os característicos “nasoni”, as fontes públicas que emanam água continuamente pelas ruas da capital devido à seca.

O ministro de Meio ambiente, Gianluca Galletti, confirmou neste sábado (22) que a situação em Roma “é crítica” e que se poderia permitir à região pedir o “estado de emergência” para ativar os procedimentos de ajudas sobretudo ao setor agrícola. (Fonte: G1)

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