Cientistas mudam DNA de embriões humanos pela 1ª vez nos EUA com nova técnica de edição genética

Cientistas dos Estados Unidos usaram uma nova e revolucionária técnica de edição genética para modificar o DNA de embriões humanos. O avanço foi divulgado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, sigla em inglês) nesta quarta-feira (26) e foi recebido com “admiração, inveja e um pouco de alarme”, de acordo com o artigo.

A comunidade científica está alarmada porque a técnica envolve um longo debate ético com relação à modificação do DNA humano. O método Crispr-Cas9 é um dos maiores avanços científicos recentes. Em resumo, consegue “recortar” o DNA de forma barata e rápida — antes a edição genética era uma técnica cara e sem uma possibilidade fácil de expansão.

Após cientistas conseguirem aprimorar o Crispr para uso prático em 2012, em 2015 sua popularidade explodiu e seus usos são incontáveis. Já foi usado para criar cães extramusculosos, porcos que não contraem viroses, amendoins antialérgicos e trigo resistente a pragas. O debate ético gira ao redor disso: devemos criar seres humanos com material genético editado?

A resposta dos pesquisadores do Crispr é que a técnica deverá ser regulamentada. O seu principal objetivo, segundo os cientistas, é mostrar que é possível erradicar ou corrigir genes que causam doenças hereditárias. A técnica é apontada como uma futura solução para a cura de doenças como o Alzheimer, câncer e a Aids.

Esta é a primeira vez que os embriões são modificados em terras norte-americanas. O esforço foi liderado por Shoukhrat Mitalipov, da Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, e envolveu a mudança de um grande número de embriões, de acordo como texto do MIT. A técnica já havia sido usada para editar embriões humanos em outras três ocasiões, todas as vezes na China.

Entenda o que é o Crispr – Nenhum dos embriões editados pelos pesquisadores dos EUA conseguiu se desenvolver por mais de alguns dias — e, por enquanto, não houve uma tentativa de implantá-los em um útero. De qualquer forma, o texto publicado pelo MIT diz que “os experimentos são um marco para o que pode se revelar uma jornada inevitável para o nascimento do primeiro humano geneticamente modificado”. (Fonte: G1)

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