Pesquisa da USP em cobaias mostra que dieta faz pelos crescerem

Uma dieta com poucas calorias estimula o crescimento de pelos, aumenta o fluxo sanguíneo e muda todo o metabolismo da pele, indica pesquisa do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, realizada em camundongos.

Pesquisadores hipotetizam que o crescimento do pelo pode ter ocorrido como uma resposta adaptativa: a restrição calórica levou à diminuição de gordura e, com isso, camundongos colocaram em curso diversas alterações metabólicas para se aquecerem.

O achado é particularmente importante porque não só nos ajuda a entender como o corpo responde à restrição de calorias, mas também porque indica possíveis linhas de pesquisas para minimizar processos de envelhecimento da pele.

O estudo também apontou que o crescimento do pelo se deu pelo aumento de produção de células-tronco na derme.

A pesquisa foi publicada nesta terça-feira (12) na “Cell Reports” e teve como primeira autora a pesquisadora Maria Fernanda Forni, do Instituto de Química da USP. Alicia Kowaltowski, professora da USP, coordenou o estudo.

Para chegar às conclusões, cientista e equipe dividiram cobaias em dois grupos: no primeiro, camundongos poderiam comer tudo o que queriam; no segundo, cobaias comeram 60% das calorias usuais.

Após seis meses, o grupo observou que ratos com restrição de calorias perderam 54% da massa corporal e sua pele ficou mais uniforme, mais espessa e mais longa.

Outros estudos já associaram dietas de poucas calorias a diversos benefícios para a saúde, como o combate à resistência à insulina. A restrição calórica também já foi relacionada com o aumento da expectativa de vida. (Fonte: G1)

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