Manejo Integrado do Fogo é tema de seminário

Começa hoje (21) e vai até quinta-feira (23), em Brasília, o Seminário Internacional sobre Manejo Integrado do Fogo: Resultados do Projeto Cerrado Jalapão. O encontro que reúne 14 instituições entre ministérios do Brasil, autarquias, agências de cooperação e bancos tem entre seus objetivos apresentar os resultados de cinco anos do projeto, principalmente aspectos relacionados às transformações técnicas sobre prevenção e combate a incêndios, e promover o intercâmbio de experiências nacionais e internacionais sobre o manejo integrado do fogo e o manejo do fogo de base.

O Projeto “Prevenção, Controle e Monitoramento de Incêndios no Cerrado” é tecnicamente apoiado pela Cooperação Internacional Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit – GIZ GmbH). Os parceiros executores do projeto são as autoridades brasileiras para a conservação da natureza e o meio ambiente em nível federal (ICMBio, Ibama) e em nível regional no Tocantins (Semarh, Naturatins); para pesquisa e desenvolvimento o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), e para o desenvolvimento rural, o Ruraltins, no Tocantins. Além da Caixa Econômica Federal enquanto executora da cooperação financeira do projeto.

O ICMBio, um dos coexecutores do Projeto Cerrado Jalapão, terá uma apresentação intitulada Manejo Integrado do Fogo em unidades de conservação federais. O projeto foi executado em sete unidades de conservação federais: Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins (TO), Parque Nacional da Chapada da Mesas (MA), Parques Nacionais das Nascentes do Rio Parnaíba (PI), do Araguaia (TO), Sempre Vivas (MG), Chapada dos Veadeiros (GO) e Reserva Extrativista Chapada Limpa (MA)

A atuação do Brasil no manejo integrado do fogo

O manejo do fogo de base comunitária (queimas controladas autorizadas) e as queimas prescritas, aplicadas pela equipes gestoras de cada unidade de conservação com objetivo de aliar conservação ambiental e justiça social tem sido destaque.

A analista ambiental da Coordenação de Prevenção e Combate a Incêndios do ICMBio, Ângela Garda, explica que na América do Sul e mesmo em comparação com países da Europa, tal como Portugal, o Brasil avançou muito nos últimos cinco anos, saindo da estratégia simples de supressão do incêndio já instalado para o manejo integrado do fogo. Tais técnicas já vem sendo utilizadas na África do Sul, Austrália e Estados Unidos há mais tempo.

“Como resultados gerais estamos conseguindo a redução de área atingida por incêndios em UCs federais. Em específico, ocorre alteração do regime de fogo em algumas unidades de conservação”. Segundo Ângela, entre essas alterações podemos citar as queimas prescritas autorizadas em épocas ecologicamente mais sustentáveis, no período chuvoso, quando há menor severidade do fogo e se alcança melhor proteção de zonas e espécies sensíveis aos seus efeitos diretos e indiretos. Além disso, os incêndios ocorridos são de menor extensão e mais fáceis de serem controlados, ou seja, menor desgaste das equipes gestoras, menos recursos empregados, mais conservação ambiental.

Fonte: ICMBio

Esta entrada foi escrita emClipping e tags , , ,