Vinho de cobra, artesanato de corais e outras lembranças selvagens que se deve evitar

Aproveitando as férias neste verão? Como viajante, você tem o poder de contribuir para a conservação. Talvez você esteja pensando em ficar em uma acomodação ecológica  com baixo uso de energia ou tentar fazer compensações pelo carbono de seu voo. As viagens sustentáveis ficam mais fáceis a cada ano.

Até mesmo as empresas de viagens estão começando a participar, fazendo novas promessas para impedir o tráfico de animais selvagens. A JetBlue começará a exibir um vídeo a bordo para os passageiros, para educá-los sobre o comércio ilegal de vida selvagem, e as linhas de cruzeiros Royal Caribbean Cruises e Carnival se comprometeram a educar seus funcionários e passageiros para eliminar a compra de produtos ilegais de vida selvagem.

Muitos de nós já sabemos que é ilegal trazer produtos de marfim de elefante, chifre de rinoceronte e de tigre. Mas há inúmeras outras lembranças que você pode não perceber estão colocando a vida selvagem em risco.

Um bom começo é perguntar:

  • Do que é feito esse produto?
  • De onde ele é?
  • Preciso de uma autorização para trazê-lo para casa?

E quando você se deparar com alguma dúvida, preste muita atenção. Abaixo, uma lista de itens populares cujo comércio é prejudicial ao meio ambiente.

Corais e conchas: Se você estiver visitando comunidades costeiras, há uma boa chance de encontrar pessoas que vendem corais e conchas secas nos mercados ou à beira da estrada. Elas são fáceis de se comprar, mas nem sempre são fáceis de trazer para casa. Da mesma forma que pedras preciosas, certos corais são “preciosos”— eles são tão explorados que estão listados como espécies ameaçadas de extinção. É por isso que muitos países limitam o que pode ser exportado. Não seja pego de surpresa no aeroporto. Se você estiver decidido a ter joias de coral ou a trazer  para casa essa concha que encontrou na praia, pesquise as leis do seu país primeiro e certifique-se de verificar com certeza que o que você comprou ou encontrou é o que você acha que é. No Brasil, por exemplo, é crime ambiental comprar e comercializar artesanato com corais.

Vinho de cobra: No Sudeste Asiático, não é incomum encontrar garrafas de vinho com cobras inteiras para venda. Alguns acreditam que tem valor medicinal (não é verdade) e outros como fator de estranheza. Mas a verdade é que é cruel e desumano. O vinho de cobra geralmente é feito afogando uma cobra viva em álcool. Também é potencialmente perigoso, de vez em quando, a cobra não morre. Ela desperta de um sono bêbado para morder a pessoa que bebe o vinho. Ou infecta a pessoa com parasitas mortais.

Penas de pássaro: É tentador trazer para casa uma pena com cores vivas. Afinal, é leve e fácil de transportar. Mas tenha cuidado: Os EUA proíbem penas da maioria dos pássaros selvagens. O mesmo é verdadeiro para aves vivas, pássaros empalhados e ninhos de pássaros.

Produtos de tartaruga-marinha: Você sabia que seis das sete espécies de tartarugas marinhas estão em perigo? É melhor evitar lembrancinhas de tartarugas marinhas. O mesmo vale para joias, grampos de cabelo, instrumentos musicais, sopas de tartarugas marinhas e ovos, produtos de couro de tartaruga marinha e qualquer coisa rotulada com “concha de tartaruga”.

Marfim de morsa: Marfim de morsa, ao contrário das lembrancinhas listadas acima, é mais um aviso do que uma atenção a ser considerada. A compra de esculturas ou gravuras com presas de morsa (também conhecida como scrimshaw) é legal, mas apenas se a arte foi feita por nativos do Alasca. A Comissão Federal de Comércio sugere pedir uma prova de autenticidade escrita se você não tiver certeza.

Fonte: National Geographic

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