Geleira do ártico esconde ameaça para o meio ambiente

Um grupo de cientistas descobriu qual ameaça se esconde nas terras congeladas do Ártico: enormes reservas naturais de mercúrio, sendo este um metal pesado e tóxico que em certas condições pode se acumular em peixes e em outros animais, causando sérios problemas à saúde de humanos.

A pesquisa, publicada em 5 de fevereiro pela revista Geophysical Research Letters, informa existência de 32 milhões de galões de mercúrio no pergelissolo ártico, ou seja, na camada constituída por terra, gelo e rochas permanentemente congelada.

Esta quantidade é, segundo assinalam os especialistas, dez vezes maior do que todo o mercúrio liberado na atmosfera pela humanidade com a queimada de carbono e de outras fontes contamináveis nos últimos 30 anos.

Com o aquecimento constante do nosso planeta, o descongelamento do pergelissolo poderia vir a causar liberação de quantidades significativas de mercúrio no ambiente, aumentando, assim, substâncias tóxicas na atmosfera e nas cadeias alimentares ou na rede trófica.

“À medida que o pergelissolo for derretido, parte desse mercúrio será liberada no ambiente, causando impacto desconhecido para nós e para nossas fontes alimentícias”, sublinhou um dos coautores do estudo, Kevin Schaefer, cientista do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo de Boulder, Colorado (EUA).

De acordo com outro autor, Paul Schuster, “as consequências da liberação deste mercúrio são potencialmente enormes, porque o mercúrio causa efeitos à saúde de organismos vivos e pode viajar por cadeias alimentícias, afetando negativamente comunidades nativas”.

A exposição ao mercúrio, mesmo a quantidades pequenas, pode ser fatal e causar graves problemas de saúde, como tremores, insônia e perda de memória. Esta substância química também pode provocar cegueira e insuficiências renal e pulmonar, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Fonte: Jornal do Brasil

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