Brasil regulamenta redução de gás que destrói camada de ozônio

O IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) estabeleceu que empresas reduzam em 39,30% a importação de produtos com gases que contribuem para a destruição da camada de ozônio.

A medida, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (16), será válida a partir de janeiro de 2020. Para o ano de 2018 e 2019, ficam válidas as reduções de 16,60%, já estabelecidas anteriormente.

A regulamentação também estabelece que, em 2021, a importação seja reduzida em 51,6%.

As reduções recaem sobre importações de hidroclorofluorcarbonos (HCFC), grupo de substâncias que podem destruir moléculas da camada de ozônio na estratosfera.

Esses gases são usados para expandir espumas de cadeiras, sofás e colchões. Eles também são conhecidos como refrigeradores e são utilizados em geladeiras e aparelhos de ar condicionado.

O Protocolo de Montreal e as metas brasileiras

O país tem um programa para eliminação do HCFC, que foi estabelecido em 2012 e também é signatário do Protocolo de Montreal, tratado internacional que entrou em vigor em 1989, mas foi assinado pelo país em 1990.

Atualmente, 197 países ratificam o protocolo e se comprometeram a reduzir a emissão de gases que destroem a camada de ozônio até sua completa eliminação.

Quando foi idealizado, a principal meta do tratado era um programa de eliminação dos CFCs (clorofluorcarbonos), considerados mais nocivos à camada de ozônio.

A Camada de Ozônio

A camada de ozônio é um dos níveis que compõem a atmosfera terrestre
Ela é assim chamada porque é formada pelo ozônio, gás que contém três moléculas de oxigênio
A camada absorve parte da radiação do Sol, principalmente os raios UVB, impedindo que eles cheguem à Terra e contribuindo para que doenças como o câncer de pele sejam evitadas
Quando substâncias como o cloro e o bromo entram em contato com o ozônio, eles destroem a molécula
Um único átomo de cloro pode destruir mais de 100.000 moléculas de ozônio
Fonte: EPA (United States Environmental Protection Agency)

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil extinguiu o uso de CFCs em 2010.

Agora, a meta é que os HCFC, menos nocivos, mas que também contribuem para a destruição da camada, sejam eliminados até 2040.

OS HCFC surgiram para substituir o uso do CFC mas, com o tempo, também foram considerados nocivos – principalmente para o clima, já que também, contribuem para o aumento da temperatura média do planeta.

Com isso, uma convenção em Kigali (capital da Ruanda) estabeleceu em 2016 acordo que visou à eliminação progressiva dos hidrofluorocarbonos (HCFC). O acordo introduziu uma emenda ao Protocolo de Montreal.

Fonte: G1