O que faz o vulcão em erupção no Havaí ser diferente de outros

O vulcão Kilauea, o mais ativo do Havaí, vem causando destruição desde a última quinta-feira (3). Mais de 1.800 pessoas foram evacuadas e 26 casas destruídas até este domingo. No entorno do enorme vulcão, ao menos 10 fissuras surgiram no chão – algumas das quais dispararam rajadas de magma para o alto, alcançando até 70 metros de altura. O vulcão fica na chamada Big Island – a maior ilha entre as 137 que compõem o arquipélago do Havaí e dona do título de maior ilha sob domínio americano. Apesar disso, apenas 13% da população havaiana reside nela. Na semana passada, a região próxima ao vulcão sofreu com intensa atividade sismológica. Mais de 150 tremores foram registrados, com magnitudes que variaram de 2 a 6,9 pontos na escala Richter. O mais forte sacudiu prédios na sexta-feira (4) em cidades como Pahoa, a quase 40 km de distância. Nesta segunda-feira (7), o serviço geológico americano informou que o vulcão e suas fendas continuam, ainda que a um nível menor, a soltar lava e gás, o que inclui dióxido de enxofre, o que prejudica muito a qualidade do ar local. Mas o arrefecimento não pode ainda ser visto como boa notícia, pois tudo indica que se trata apenas de uma “pausa”. “Mais irrupções ou a retomada da atividade [vulcânica] são esperadas, já que a atividade sísmica continua na área”, diz o órgão americano.  “Não há sinal de que ele [o vulcão] está parando”, disse Talmadge Magno, representante da defesa civil local à imprensa no domingo (6). “Tivemos algumas pausas ontem [sábado], mas parece que ainda há muito magma.”

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