Copa Verde torna futebol mais sustentável

Moradora da periferia de Macapá, no Amapá, Maria Mônica Serrão festejou o seu aniversário de 35 anos, completados nesta quarta-feira, com uma emoção além da conta. Ouviu o nome de seu filho, Werlysson Mathias, 14 anos, ser anunciado num lotado estádio Mangueirão, em Belém (PA), como o vencedor nacional do concurso de redação da Copa Verde.

“É muita alegria receber essa notícia bem no dia do meu aniversário. Sabia que ele ia vencer. Ele é um campeão, assim como todos os outros 10 estudantes que chegaram à final do concurso”, disse ela, cheia de orgulho, ao lado do jovem Werlysson.

A versão 2018 da Copa Verde, uma iniciativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, chegou ao final na noite desta quarta-feira com o Paysandu, do Pará, consagrando-se campeão. O time paraense empatou em 1 a 1 com o Atlético do Espírito Santo, que já havia sido derrotado por 2 a 0 no primeiro jogo da final. Ao todo, 35 mil pessoas foram ao Mangueirão assistir à partida, fazendo uma bela festa.

Disputada por 18 equipes das regiões Norte e Centro-Oeste e do Espírito Santo, a competição é acompanhada de atividades que buscam despertar a consciência ecológica, como a reciclagem de materiais e a compensação das emissões de carbono, além de aulas de futebol para crianças em situação de vulnerabilidade e do concurso de redação, que, neste ano, reuniu 3 mil alunos de escolas públicas de ensino fundamental dos 11 estados participantes do torneio.

O ministro substituto do Meio Ambiente, Edson Duarte, e o presidente da CBF, Antônio Carlos Nunes, entregaram, no palco montado à beira do gramado, no intervalo do jogo, o prêmio a Werlysson – uma camisa da Seleção Brasileira autografada pelos jogadores. Os outros 10 melhores classificados também participaram da festa e ganharam certificados, além de brindes.

“Estou muito feliz”, disse, timidamente, Werlysson, estudante do 9º ano da Escola Maria de Nazaré Pereira Vasconcelas, em Macapá, diante dos flashes dos fotógrafos e com a voz sufocada pelo barulho da torcida. Na redação que ficou em primeiro lugar, ele abordou a poluição das águas, um problema que afeta, fortemente, a população ribeirinha de seu estado.

“É uma satisfação saber que, com esse prêmio, estou divulgando um problema que afeta minha comunidade e precisa de solução urgente, pois compromete a saúde das pessoas”, afirmou o estudante, sintonizado com o objetivo do concurso de redação da Copa Verde, que é exatamente o de despertar a consciência das pessoas para as questões ambientais.

Ministro e equipe da CBF levantam troféu simbólico feito de madeira certificada pela FSC Brasil

SOCIEDADE

“A Copa Verde não é uma competição qualquer. É o único campeonato de futebol profissional do mundo totalmente sustentável do ponto de vista ambiental. Paralelamente aos jogos, fazemos a compensação da emissão de carbono e promovemos uma série de ações para envolver a sociedade com o tema meio ambiente”, destacou Edson Duarte.

O ministro acrescentou que a repercussão positiva do evento tem sido tão grande que já negocia com a CBF adotar o modelo ecológico da Copa Verde em outras competições de futebol profissional, como o Campeonato Brasileiro.

Ao final da partida, com a torcida do Paysandu em êxtase com o título conquistado, o ministro participou, ao lado dos dirigentes da CBF e da Federação Paraense de Futebol, da entrega do troféu e de medalhas aos jogadores, no palco montado no meio do campo. O campeão e o melhor jogador receberam troféus simbólicos feitos de madeira certificada pela FSC Brasil, que emite selo de reconhecimento de produção responsável de produtos florestais.

Fonte: MMA

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