Setor de veículos elétricos dos EUA busca mais lítio norte-americano

Em Estados norte-americanos como Carolina do Norte e Nevada, as mineradoras estão trabalhando para revitalizar a indústria de lítio dos EUA, que já foi a maior do mundo até a década de 1990.

A demanda global pelo metal leve deverá quadruplicar até 2025. As mineradoras estão apostando que o crescimento dos EUA vai render encomendas de fabricantes de baterias e de veículos que têm receio de dependerem demais da China, que abriga a maioria das instalações de processamento de lítio do mundo e consome a grande parte da produção da Austrália, a maior do mundo.

A Piedmont Lithium, uma pequena empresa de mineração nos estágios iniciais de um plano para revitalizar a produção de lítio na Carolina do Norte, foi abordada nos últimos meses por duas grandes montadoras de veículos norte-americanas, disse o presidente-executivo, Keith Phillips.

“Eles estão animados com a ideia de garantir o fornecimento de lítio fora da China”, disse Phillips em uma entrevista, recusando-se a nomear as montadoras. Mineradoras também estão avançando em projetos de lítio em Estados como Utah, Califórnia e Arkansas.

Os Estados Unidos produziram cerca de 2 por cento do lítio do mundo no ano passado, de uma única mina, em Nevada. Mas o país tem cerca de 13 por cento dos reservas identificadas do mundo, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA (USGS).

Em maio, os Estados Unidos incluíram o lítio entre 35 minerais essenciais, o que pode acelerar a concessão de licenças de mineração.

“Dada a sua proximidade e a oportunidade de diversificar a cadeia de fornecimento, certamente estaríamos interessados ​​em fontes de lítio baseadas nos EUA – contanto que seja sustentável, ambientalmente amigável e com preços competitivos”, disse um porta-voz de uma grande montadora dos EUA. A empresa se recusou a ser identificada.

Os Estados Unidos foram derrubados de décadas de liderança na produção de lítio nos anos de 1990, quando o Chile começou a extração a custos mais baixos do que nos EUA, disse Brian Jaskula, analista do USGS.

Embora o aumento dos preços do metal tenha melhorado as perspectivas de desenvolvimento, alguns dos depósitos de lítio exigirão tecnologia ainda não testada para extração. Isso pode dificultar o desenvolvimento do mercado norte-americano.

“Eu acho que é totalmente viável nos próximos quatro, cinco ou mais anos para ver um ou dois desses projetos entrarem em produção”, disse Andrew Miller, analista da consultoria Benchmark Mineral Intelligence.

Fonte: Nicole Mordant, Reuters

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