País vai monitorar recursos em ação climática

Medidas para acompanhar os gastos do governo federal em relação à mudança do clima serão desenvolvidas por meio de acordo de cooperação firmado nesta terça-feira entre o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com duração de quatro anos, o acordo fomentará a elaboração e implementação de metodologia de monitoramento do gasto do Orçamento Geral da União em ações climáticas.

A cooperação envolve atividades como levantamento de informações e dados em ações voltadas para redução de emissões e adaptação à mudança do clima. “Esse acordo dá a sinalização do caminho, de que a gente tem uma orientação estratégica para ter o resultado no plano nacional e para que a gente tenha um diálogo no mesmo nível com as metodologias internacionais”, destacou o secretário de Mudança do Clima e Florestas do MMA, Thiago Mendes.

Com o apoio do Programa Políticas sobre Mudança do Clima (PoMuC), implementado pela Cooperação Técnica Alemã (GIZ), o acordo entre o MMA e o Ipea contribuirá para dar transparência ao financiamento nacional e internacional na área climática. De acordo com Thiago Mendes, a expectativa é que a metodologia possa ser levada para o debate internacional relacionado aos fluxos financeiros no enfrentamento à mudança do clima.

AÇÃO

A parceria entre MMA e Ipea ocorre no contexto da ação global para conter a mudança do clima. Esse cenário envolve a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil ao Acordo de Paris, um pacto global em que cada país apresentou uma meta para fazer sua parte frente ao aumento da temperatura global. A contribuição brasileira prevê a redução de 37% das emissões até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030, em relação aos níveis registrados em 2005.

Além disso, a Política Nacional sobre Mudança do Clima apresenta o compromisso brasileiro voluntário de redução entre 36,1% e 38,9% das emissões projetadas para 2020. “É fundamental estarmos avançando na agenda de clima”, explicou o diretor de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, Alexandre de Carvalho. “Queremos trazer a discussão do clima para dentro de uma discussão mais ampla”.

Fonte: Lucas Tolentino/ Ascom MMA