Setor privado debate proteção do ozônio

O setor de refrigeração e ar condicionado do país está empenhado em desenvolver soluções para substituir os compostos químicos nocivos ao ozônio, responsável por filtrar a radiação ultravioleta na Terra. Na última semana, cerca de 70 especialistas e técnicos do segmento participaram de workshop para debater fluidos frigoríficos alternativos ao HCFC-22, substância destruidora do ozônio usada pelo setor.

O evento foi organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pela Organização das Nações Unidas para Desenvolvimento Industrial (UNIDO), no âmbito do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH). O workshop teve a participação de representantes de pequenas e médias empresas do segmento de refrigeração comercial.

A substituição dos HCFCs é prevista pelo Protocolo de Montreal, um dispositivo global sobre substâncias que destroem a camada de ozônio, por meio de metas específicas. Para eliminá-los até 2040, foi elaborado o PBH, em conjunto com o setor privado.

A coordenadora-geral de Proteção da Camada de Ozônio do MMA, Magna Luduvice, destacou a importância de atividades como o workshop para manter os segmentos usuários de HCFCs informados e auxiliá-los na busca por alternativas adequadas. “As metas do Protocolo de Montreal são alcançadas pelo Brasil devido ao trabalho conjunto entre governo, sociedade e setor privado. O engajamento das empresas é fundamental em todo esse processo”, afirmou.

No workshop, os representantes do setor de refrigeração comercial discutiram aspectos relativos à substituição tecnológica. “Por meio desse projeto, esperamos disponibilizar oportunidades para que a indústria brasileira realize o intercâmbio de tecnologia para melhorar suas capacidades produtivas”, ressaltou o representante da UNIDO no Brasil e na Venezuela, Alessandro Amadio.

ELIMINAÇÃO

O PBH está dividido em três etapas. “Em 2015, o país eliminou 16,6% do consumo de HCFCs na sua primeira etapa. Na segunda, tem como objetivo eliminar 39,3% do consumo até 2020 e 51,6% até 2021. A eliminação completa se dará na terceira etapa, até 2040”, explicou a analista ambiental do MMA, Gabriela Lira.

Para apoiar o setor produtivo a cumprir as metas definidas pelo país, “a UNIDO atua como agência implementadora dos projetos para o setor de manufatura em refrigeração e ar condicionado por meio de apoio técnico e financeiro às empresas brasileiras do setor”, complementou o assessor técnico da UNIDO, Edgard Soares.

A agência de cooperação alemã GIZ trabalha em conjunto com o MMA para implementar projetos do PBH no setor de serviços de refrigeração e ar condicionado. “Na etapa 1 do PBH, foram capacitados 4,8 mil técnicos em parceria com instituições de ensino regionais”, explicou a gerente de projetos da GIZ, Stefanie von Heinemann.

Para o segundo semestre de 2018 e ao longo de 2019, estão previstos novos eventos para o setor de manufatura de equipamentos e componentes de refrigeração para sensibilização e engajamento das empresas na busca por alternativas tecnológicas ambientalmente adequadas no âmbito das ações de implementação do Protocolo de Montreal no Brasil.

Fonte: Ascom MMA, com informações do Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs (PBH)