-
Mais lidas do dia
- La Niña parece ter atingido pico, diz agência meteorológica da ONU
- Em três dias, mais de 260 golfinhos surgem mortos em praias do Peru
- Agência europeia diz que rotação de Vênus é mais lenta do que o previsto
- Família de extrativistas premiados na ONU ainda recebe ameaça no Pará
- Governo de SP diz ter recebido menos vacinas contra raiva que o necessário
Anúncios
Principais assuntos
acidente ambiental agropecuário amazônia apreensão arqueologia biodiversidade biotecnologia carbono ciência clima crime cursos e eventos código florestal dengue desenvolvimento sustentável desmatamento energia extinção fauna fenômeno florestal gestão ambiental gripe A gripe aviária internacional legislação licenciamento mudanças climáticas nuclear paleontologia pesquisa poluição protesto protocolo de kyoto qualidade de vida queimadas recursos pesqueiros resíduos tecnologia terremoto transgênicos unidades de conservação velho chico águas índiosListar notícias por data



06 / 02 / 2006EXCLUSIVO: Sementes de diversas espécies podem ser encomendadas pela internet, num projeto de conservação do terceiro setor
Danielle Jordan / AmbienteBrasil
O trabalho consiste na coleta de sementes que são direcionadas para diversos fins, como conservação, pesquisas e criação de viveiros. A educação ambiental também é um dos focos da ONG, com distribuição de folhetos com sementes e instruções sobre o plantio e cuidados.
Fernandes explica que são realizados trabalhos diretamente com os proprietários e produtores. “Mostramos que a árvore em pé pode valer muito mais do que a abatida”, diz, destacando que a retirada das sementes pode ser uma alternativa economicamente atrativa.
A coleta é realizada em todos os ecossistemas no território nacional, de acordo com o coordenador, geralmente em propriedades particulares. A instituição vai até a propriedade para uma avaliação e levantamento da capacidade de produção, elabora um plano de manejo e oferece treinamento para a coleta do material. O recurso para a compra da produção é captado através da venda do material informativo e patrocínios. O folheto é atrativo para as empresas, pois pode levar a logomarca “Substitui os brindes como chaveiros, etc”, sugere o coordenador.
O reflorestamento é um mercado em crescimento, mas carecia de organização, no entender de Fernandes. O Clube da Semente já deu um grande passo adiantando esse processo. “Há uma cobrança de que as pessoas plantem, mas a oferta ainda está desorganizada”, lamenta.
A ONG visa facilitar o acesso por parte dos interessados, para que obtenham o material para plantio. Se necessário, a instituição até implanta um viveiro na propriedade em questão.
“É um embrião que está se formando”, diz, “mas ainda é pouco perto do potencial que o país tem”. A dificuldade maior estaria no acesso à informação, já que nem sempre os produtores sabem da existência deste serviço de coleta e destino, que ainda pode gerar renda. As plantações de eucalipto estão mais avançadas, segundo Fernandes, mas outras espécies também podem ser inseridas nas propriedades.
Espécies com características mais específicas, com ocorrência em determinadas regiões, são encaminhadas para seus locais de origem. O pau-brasil pode ser citado como exemplo, por sua ocorrência nas faixas litorâneas.
Jatobá, jequitibá, aroeira e paricá são algumas das sementes mais visadas comercialmente. Esta última têm um crescimento rápido, o que a torna atrativa para as madeireiras, principalmente.
A instituição participou de algumas campanhas e eventos de grande penetração. Os folhetos já foram encarte de revistas de circulação nacional, distribuindo 3 milhões de sementes de mogno. Em dois anos de parceria com a Embrapa, outros 6 milhões de sementes foram distribuídos.
As solicitações de sementes podem ser feitas diretamente no site da ONG: www.clubedasemente.org.br/kits.html, sendo a entrega feita, em geral, pelo correio.
*Fotos cedidas por Antônio Fernandes – expedição realizada no Acre.