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07 / 02 / 2006EXCLUSIVO: Educação ambiental é tema de conferência online
Redação AmbienteBrasil
O Tratado de Educação Ambiental será discutido num debate via internet no dia 10 de fevereiro, das 14h às 17h. O acontecimento é organizado pelo Programa Juventude e Meio Ambiente, do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, composto pelos Ministérios da Educação e Meio Ambiente. As discussões são abertas ao público. Para participar, basta acessar o site do Ambiente de Debate Interativo – ADI, no endereço http://adi.proinfo.mec.gov.br
O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global foi criado num evento paralelo a ECO-92, o Fórum de ONGs. O documento é de grande importância para educadores ambientais e ambientalistas, e, após 14 anos de sua elaboração, vai passar por uma revisão. Para tanto, especialistas contam com a colaboração de toda a sociedade, em especial, dos jovens.
A partir de hoje, 08, as pessoas que possuírem alguma dúvida poderão deixar sua pergunta no site do ADI para que ela seja discutida no dia do debate. Para responder os questionamentos, estarão presentes ao vivo o diretor de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Marcos Sorrentino, o consultor de educação ambiental Fábio Cascino e a especialista Tereza Moreira. Todos participaram da elaboração do tratado, em 92.
Após as discussões, nos dias 5 a 8 de abril, acontecerá um evento especial que reunirá membros da América Latina, Caribe, Espanha e Portugal para colocar em voga qual a contribuição da educação ambiental na construção da sustentabilidade do planeta. No V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, será apresentado o novo Tratado de Educação Ambiental, revisado após os debates.
De acordo com um dos responsáveis pela organização do evento, Philippe Layrargues, a oportunidade será propícia para apresentar as modificações no documento. Ele afirma que o tratado preconiza a educação ambiental como um “compromisso social, uma responsabilidade política e uma divisão cultural, e não como o mero ensino de ecologia”.
Layrargues é enfático ao responder sobre como a educação ambiental pode ser inserida no cotidiano: “É uma tarefa insana pensar que as escolas estariam fazendo o dever de casa”, diz. Porém, o organizador do V Congresso de Educação Ambiental sugere duas maneiras atuais de fazer a educação a serviço do meio ambiente estar presente no dia-a-dia de jovens e crianças.
A primeira alternativa, segundo ele, é abrir-se para a chamada “educomunicação”, ou seja, a comunicação ambiental de caráter educativo. Philippe sugere que comece a se buscar espaços dentro da mídia para fomentar a educação. A outra opção, de acordo com Layrargues, é encontrar condições para intervir no âmbito local ou na esfera pública, sempre lidando com a comunidade em larga escala. Ele lembra que, para ser educador ambiental, ninguém precisa de diploma. “Basta ser minimamente sensível, se mexer e pensar no coletivo”, declara.
Para maiores informações sobre o V Congresso Ibero-Americano de Educação Ambiental, acesse: www.5iberoea.org.br