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15 / 05 / 2007ECOLUNA – O PAC faz escola
A Associação Mineira de Defesa do Ambiente – Amda – solicitou ao deputado Sávio Souza Cruz, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Naturais da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, a realização de audiência pública para debater o Projeto de Lei 124/2007. O PL dispõe sobre o Parque Estadual da Serra do Rola Moça, propondo uma redução correspondente a 6,5% de sua área total.
Para a entidade ambientalista, as mudanças visam atender interesses relacionados à expansão urbana e à mineração.
O PL parece ter sido sido gestado sob inspiração de um Governo para o qual o respeito às legislações de proteção ambientais são “entraves ao desenvolvimento”.
Em relação à expansão urbana, há pelo menos um fato concreto que favorece a tese da Amda: a redução do parque permitiria a consolidação de um loteamento clandestino – implantado sem as devidas autorizações do município de Belo Horizonte –, conhecido por Solar do Barreiro, localizado em uma das cabeceiras do ribeirão Arrudas. O assunto, inclusive, encontra-se hoje na Justiça em decorrência de uma Ação Civil Pública proposta pelo Ministério Público Estadual.
Um Brasil de plástico
Recente estudo da Frost & Sullivan, empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado, revela que somente no ano passado foram produzidas mais de 900 milhões de toneladas de embalagens plásticas para a indústria alimentícia brasileira, totalizando uma receita de US$ 2.7 bilhões. Segundo a consultoria, esse valor crescerá em média 4,75% ao ano, atingindo cerca de US$ 3.7 bilhões em 2012.
No Brasil, as garrafas e os recipientes representam 40% do total da produção de plásticos relacionados a bebidas e alimentos. Deste total, 75% está associado a embalagens de refrigerantes, 15% a água mineral e o restante a sucos e isotônicos.
Com tanto lucro, bem que a Indústria do setor poderia investir mais e melhor em educação ambiental – leia-se reciclagem.
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