EXCLUSIVO: Mais um invento brasileiro contribui para poupar os recursos naturais

Neide Campos / AmbienteBrasil

A água representa 75% do planeta Terra. Desse volume, apenas 2,5% é potável, ou seja, própria para consumo. E a grande maioria dessa pequena porcentagem não está acessível. Por isso a economia de água é imprescindível.

O desperdício de água no Brasil é patente. Carros e calçadas que continuam lavados com mangueira são apenas um (mau) exemplo disso. Para se ter uma idéia, uma dona de casa, ao lavar a louça do almoço, pode gastar, em 15 minutos, 243 litros de água potável. Se deixar a torneira aberta por cinco minutos, ao escovar os dentes, a pessoa pode mandar pelo ralo doze litros de água tratada. Seis litros são desperdiçados em cada descarga de vaso sanitário – isso nas mais modernas.

Ao menos nesse último quesito, a tecnologia chegou para diminuir o consumo. Um novo sistema, recém patenteado pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), promete economizar as água das descargas em três litros.

Batizado de Sistema Daltony Ecologicamente Correto, o invento é montado com uma caneca, um contrapeso e um par de ímãs. Os ímãs se atraem mantendo a caneca no lugar garantindo assim o selo hídrico. No momento da descarga, a água liberada vence a força dos ímãs que liberam a caneca num ângulo de 90º, permitindo assim que os dejetos sejam despejados diretamente dentro da tubulação do esgoto.

“A caneca esvazia-se, fica mais leve que o contra peso que a traz de volta ao ponto de partida e o par de ímãs de novo se atrai, mantendo-a no lugar até a próxima descarga”, explicou a AmbienteBrasil Dalmo José Peres, inventor do sistema.

Dalmo, que é empresário do ramo de alimentos, conta que teve a idéia em 2002, ao ler uma reportagem sobre a dificuldade que a indústria mundial de louça sanitária estava enfrentando para produzir vasos sanitários com menor consumo de água. “Estava em um restaurante e caminhei até o meu banheiro para observar o vaso e conclui in loco, olhando o poço, que havia como despejar os dejetos diretamente na tubulação do esgoto com muito menos esforço que o sifão e assim economizar água de verdade. Fiz e deu certo”.

A inovação substitui apenas o sifão da bacia sanitária. Todo o resto é igual, o que facilita a adesão por parte dos consumidores. A eficiência do sistema foi comprovada por laudo do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP).

Segundo Dalmo, pelo monopólio da indústria de louça sanitária no Brasil, ele não conseguiu nenhuma parceria, portanto ele mesmo pretende comercializar o produto a partir de março. Várias empresas, inclusive multinacionais, estariam interessadas na substituição das descargas e bacias convencionais.

O consumidor residencial também poderá adquirir o vaso sanitário já com o sistema. “A diferença de preços não é nada absurda e se paga rapidamente com a redução no consumo da água e, em conseqüência, no valor da conta”, explica Dalmo.

Para mais informações sobre o sistema Daltony, acesse www.maximo3.com.br, site de onde foi retirada a foto que ilustra a página inicial.

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