EXCLUSIVO: Com a ajuda do meio acadêmico cooperativa de catadores de material reciclável da Paraíba tenta contornar a crise econômica

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Bolsa de valores em queda, valorização do dólar, empregos em jogo. Engana-se quem pensa que a crise econômica atinge apenas as grandes organizações e empresários. A desvalorização chegou aos catadores de materiais recicláveis, que a cada dia enfrentam novas dificuldades.

O presidente da Cooperativa de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis de Campina Grande, denominada CATAMAIS, José Vanderlei dos Santos, explica as dificuldades e diz que o preço do papelão, por exemplo, caiu de R$0,16, para R$0,06. No caso das garrafas PET, a queda foi ainda maior. O que era vendido por R$0,90, agora, não passa de R$0,04.

Para garantir a sobrevivência da cooperativa, que emprega 23 famílias, o apoio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), através do Programa de Extensão Universitária “Transformar para Incluir”, é fundamental, na avaliação de Santos. Além do pagamento do aluguel do espaço onde a cooperativa está instalada, os estudantes e a iniciativa privada são estimulados a destinarem seus materiais para os catadores.

A UEPB também oferece cursos aos cooperados, “nos ensinaram como gerir a cooperativa e ajudam a organizar”, explica Santos. Mesmo com as dificuldades, o esforço conjunto vale a pena, “em cooperativa agrega mais valor e pode melhorar o preço do material”, conclui.

No início do ano o governo federal anunciou que os catadores de material reciclável atingidos pela crise vão receber ajuda do governo. Devem ser liberados R$ 42 milhões a fundo perdido, para a compra de máquinas e construção de galpões.