EXCLUSIVO: Paraná vai suspender vacinação contra febre aftosa para animais acima de 24 meses

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

Os detalhes da nova estratégia nas campanhas de vacinação contra a febre aftosa foram apresentadas nesta terça-feira (24) em entrevista coletiva pelo secretário da agricultura e abastecimento do estado, Valter Bianchini.

A obrigatoriedade da vacina será mantida apenas para bovinos e bubalinos de zero a 24 meses. Passado este período a imunização não será mais exigida. Pela primeira vez cerca de 5,3 milhões de animais devem deixar de ser vacinados em todo o estado após quarenta anos de campanhas de vacinação. A medida é válida para a primeira etapa da vacinação que tem início no dia 1° de maio e segue até o dia 31 do mesmo mês.
As modificações não valem para a segunda etapa da campanha estadual de vacinação prevista para novembro de 2009. Os procedimentos voltam ao normal e todos os animais serão vacinados.

O processo foi adotado com o consentimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que o Paraná seja declarado posteriormente área livre de febre aftosa, sem vacinação. Segundo Bianchini a estratégia está sendo adotada em harmonia com os Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Espírito Santo.

Participaram do anúncio representantes de diversos setores, o que foi destacado pelo secretário como um apoio às medidas adotas. Estavam presentes o presidente da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCBRH), Hans Yan Grivold, o presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Paraná (Fetaep), Ademir Muller, o presidente do Sindicato da Indústria do Leite, Wilson Thiensen, o diretor-secretário da Federação da Agricultura no Estado do Paraná (Faep), Livaldo Gemin, o superintendente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), José Roberto Ricken, o presidente da Sociedade Rural do Paraná, Alexandre Kireff, o presidente da Sociedade Rural dos Campos Gerais, Adilson Berger, entre outros representantes dos produtores e pecuaristas paranaenses.

O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Alexandre Krieff, avaliou como um importante passo rumo à qualificação sanitária. Ele destacou a possibilidade de abertura de novos mercados, “além da possibilidade de atrair investimentos no que se refere à agro industrialização das matérias de origem animal, que apresentam resultados positivos economicamente para o produtor e toda a sociedade”, explica.

A redução da vacinação deve chegar a de 50% do rebanho de aproximadamente 10 milhões de cabeças. Os criadores devem economizar cerca de R$ 7 milhões. O secretário Valter Bianchini diz preferir medir os resultados além da economia, “isso é um passo importante para que o rebanho do Paraná seja reconhecido nas exposições, feiras e nas exportações como uma carne que tem um grau de imunização, uma garantia de qualidade”. Ele completa: “Esse é o principal status, é reconhecer cada vez mais a sanidade da pecuária paranaense no mercado nacional e internacional”, avalia.