Senadora Marisa quer explicações sobre Fluvialba

A senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) apresentou requerimento ao Ministério dos Transportes solicitando informações sobre a política de desenvolvimento da navegação na hidrovia Paraguai-Paraná.
Para Marisa, o anúncio da criação da Fluvialba – empresa de transporte fluvial de capital misto destinada à exploração de transporte de cargas na hidrovia Paraguai-Paraná, pelos governos da Venezuela e da Argentina – acendeu um sinal de alerta: “os produtores do Centro-Oeste brasileiro estão preocupados com a possibilidade da formação de monopólio pela Fluvialba na exploração desta importante hidrovia. Isso é muito sério, tem repercussão direta sobre o escoamento de minérios de ferro e da safra agrícola da região”, afirmou a tucana.
A Fluvialba foi criada a partir da união da Albanave, filial de Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA), e da empresa de navegação argentina Fluviomar, em agosto do ano passado.

Importância estratégica

A hidrovia Paraguai-Paraná tem importância estratégica para o continente sul-americano. Abrange 3.442km, desde o município de Cáceres, no Mato Grosso, Brasil, até Nueva Palmira, no Uruguai, serve diretamente a cinco países ao longo do Rio da Prata – Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Marisa lembra que esta hidrovia atende às necessidades de escoamento da produção regional, basicamente grãos e minérios e derivados de petróleo, que não poderia ser transportada unicamente por meio rodoviário ou ferroviário. “Temo que o governo venezuelano pretenda dominar o transporte de cargas nesta hidrovia, aumentando sua ascendência financeira sobre os países do Mercado Comum do Sul (Mercosur)”. Marisa ainda destaca que, desta forma, a Fluvialba ficará responsável pelo transporte da produção de minério de ferro na região de Corumbá (MS), município que tem uma das maiores reservas de manganês do mundo.
Requerimento – A senadora de Mato Grosso do Sul ainda quer saber se o governo federal tem algum programa destinado a incentivar a participação de empresas brasileiras de navegação na hidrovia Paraguai-Paraná. “Precisamos evitar o monopólio e isso só acontecerá com medidas que incentivem a presença de empresas brasileiras de transporte de cargas na hidrovia”, acredita.
(ascom/ambientebrasil)
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