EXCLUSIVO: Propriedade de planta aquática amazônica são estudas no Museu Emílio Goeldi

Danielle Jordan / AmbienteBrasil

A aninga, uma das plantas aquáticas mais comuns na Amazônia, foi estudada pela pesquisadora da Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia do Museu Goeldi, Cristine Bastos do Amarante.

A pesquisa “Estudo químico e farmacológico de Montrichardia linifera (Araceae)”, avaliou as propriedades químicas, terapêuticas e biológicas da planta.

Os experimentos tiveram início em 2007 e levantaram a possibilidade de novas descobertas. “Considero esse estudo apenas o começo do conhecimento químico sobre a aninga, pois muitos aspectos ainda precisam ser bem investigados”, disse a pesquisadora. As plantas foram coletadas às margens do Rio Guamá, no Campus I da Universidade Federal do Pará, em Belém.

A aninga é utilizada como cicatrizante de cortes profundos e contra picadas de cobra e ferrada de arraia. As folhas amarelas da planta também são utilizadas para chás que combatem doenças do fígado.

A planta pode ser considerada venenosa, de acordo com relatos de ribeirinhos, citados pela pesquisadora, o contato da seiva com a pele causa queimaduras e com os olhos, pode levar à cegueira.
*Com informações do MPEG.

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