EXCLUSIVO: Legislação que pode permitir a derrubada de grandes áreas de matas secas cria polêmica em Minas Gerais

Há quatro anos universidades brasileiras desenvolvem estudos sobre as matas secas. A vegetação ocorre em diversos biomas, como a Mata Atlântica, Cerrado  e Caatinga.

Recentemente, as matas secas se tornaram alvo de uma grande polêmica envolvendo ambientalistas, cientistas e a Assembleia Legislativa de Minas Gerais.  O motivo, seria um lei que permite a derrubada de grandes porções de matas secas no norte do Estado, para exploração de outras atividades, como a agropecuária.

“No Norte de Minas, elas estiveram protegidas por muitos anos porque eram consideradas parte da mata atlântica, e esta definição está para ser alterada”, explicou o coordenador do Laboratório de Ecologia Evolutiva e Biodiversidade da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Geraldo Wilson Fernandes. Segundo ele, determinados critérios apontam que as matas secas representam 47% das florestas tropicais. Ele defende a inclusão dessas florestas no bioma atlântica, listando, entre outras razões, a grande biodiversidade que a vegetação envolve.

Fernandes é um dos coordenadores do projeto Florestas Secas Tropicais, em que mais de 200 pesquisadores avaliam os efeitos das mudanças climáticas em diversos aspectos, como a biodiversidade, segurança alimentar e uso do solo. Os estudos são eitos em sítios na Paraíba, no Norte de Minas, no Parque Estadual da Mata Seca, em Itacarambi e na Serra do Cipó.

*Com informações da UFMG.

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