EXCLUSIVO: Brasileiros, peruanos e americanos vão desenvolver pesquisas sobre a malária na Amazônia

As pesquisas sobre a malária na Amazônia ganharam reforço. Cientistas do Instituto de Ciências Biomédicas, ICB, e da Faculdade de Saúde Pública, FSP, da Universidade de São Paulo,USP, vão integrar um grupo trinacional para estudar as características da transmissão de malária na Amazônia brasileira e peruana.

Brasil, Peru e Estados Unidos farão parte do Centro Internacional Peruano/brasileiro de Excelência em Pesquisa de Malária, Icerm. O órgão ainda não possui sede, mas a partir de setembro vai atuar e reunir pesquisadores de oito entidades.

O professor do ICB, responsável pela parte brasileira do projeto, Marcelo Ferreira, explicou que o registro de casos ainda é alto. “Apesar de o governo implementar medidas de controle de malária, como distribuição de mosquiteiros e pulverização de inseticidas, a doença no Brasil ainda está longe da erradicação”, disse.

Serão avaliados diversos fatores, como o número de pessoas infectadas e o de novos casos, assim como será examinada a genética do mosquito e seus hábitos,  horário e local em que picam, e se estão se tornando resistentes a ação de inseticidas.

No Peru, as pesquisas de campo serão realizadas nas cidades de Iquitos e Puerto Maldonado. No Brasil, os cientistas vão coletar dados na zona rural do Acre, em Acrelândia.

*Com informações da USP.