Estão sendo desenvolvidos trabalhos há quatro anos com micos-leões de cara dourada e micos-leões pretos, primatas da fauna brasileira ameaçados de extinção.
Mais de 40 animais estão em cativeiro na Fundação Parque Zoológico de São Paulo, devido à parceria com o Centro de Primatologia da Universidade de Brasília (UnB), coordenado pelo professor Carlos Tomaz.
A preocupação dos biólogos é descobrir até que ponto o treinamento pode interferir na lateralidade, função que durante muito tempo os cientistas acreditaram ser exclusividade dos humanos. No entanto, estudos comportamentais recentes mostram que é possível fazer uma análise sobre o uso das mãos em primatas do Novo Mundo, como os mico-leões.
A coleta de dados para se investigar a lateralidade animal é feita por meio de testes. Um deles consistiu em observar com que mão os micos apanhavam o alimento nas bandejas. Ao todo foram 100 tentativas, se o animal utilizou a mesma mão até 82 vezes, ndica uma preferência forte para esta mão. De 63 a 81 vezes, preferência é classificada como fraca. Entre 50 e 62 vezes, o primata é considerado ambidestro.
Paralela à essa pesquisa sobre lateralidade há outra, cujo principal objetivo é analisar a reação dos micos-leões frente a sua própria imagem refletida no espelho. A princípio, eles reagem agressivamente como se vissem outro animal. Depois, mostram-se curiosos.
Estudiosos da área comportamental vêem como uma necessidade o entendimento do comportamento dos primatas. Primos mais próximos do homem, esses animais contribuiriam para a dedução de como se dá nossa evolução comportamental em diversos estágios da vida.
(ambientebrasil com Agência Brasil )
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