Uma decisão do tribunal administrativo de Augsburgo obrigou o estado livre da Bavaria a proteger o mel do pólen de plantas genéticamente modificadas. A queixa foi feita por um apicultor cujas colméias se encontram próximas a uma fazenda experimental do estado.
A organização “União dos Apicultores” cumprimentou a decisão, alegando que o cultivo de transgênicos representa um perigo para a saúde de insetos polinizadores como a abelha melífera. “O mel contaminado com pólen do Mon810 (
milho geneticamente manipulado) é invendável e não é aceito pelos consumidores”.
Segundo a entidade, “a importância da abelha melífera é altíssima para a polinização do meio ambiente como também para a alimentação humana, para arriscar este princípio de polinização de flores que funciona desde milhões de anos através das abelhas apenas por causa do lucro de qualquer empresa”.
Chumbinho nãoO Projeto de Lei que proíbe o registro de produtos que tenham como componente a substância aldicarbe recebeu parecer favorável do relator, o deputado Cláudio Diaz (PSDB/RS). Ele ainda apresentou substitutivo em que acrescenta parágrafo prevendo o cancelamento dos registros já existentes. Assim, o agrotóxico Temik 150, produzido e importado dos EUA pela multinacional alemã Bayer, deverá ser retirado do mercado se aprovada a lei.
Desde fevereiro de 2007, o site Sentiens Defesa Animal promove campanha pela proibição da importação e comercialização do aldicarbe no Brasil. O produto é matéria prima do “chumbinho”, vendido até em feiras livres para exterminar ratos – e outros animais, a gosto do freguês.
O movimento conta com o apoio de 146 organizações da sociedade civil de 19 estados brasileiros, conforme mostrou
AmbienteBrasil na matéria
Deputados propõem proibição do "chumbinho" no país, publicada em 16 de abril passado.
O que disseram"Eu tenho pelos animais um respeito egípcio. Penso que eles têm alma. Ainda que rudimentar, e que eles sofrem conscientemente as revoltas contra a injustiça humana. Já vi um burro suspirar como um justo depois de brutalmente esbordoado por um carroceiro que atestara o carro com uma carga para uma quadriga e queria que o mísero animal o arrancasse do atoleiro".
Do abolicionista José do Patrocínio (1854-1905), citado pelo promotor de Justiça Laerte Fernando Levai, autor do livro 'Direito dos Animais', no artigo
Animais Escravizados.
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