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11 / 11 / 2009 EXCLUSIVO: Número de acidentes com aranha marrom aumenta com a chegada do calor


Danielle Jordan / AmbienteBrasil

O número de registros de picadas de aranha marrom pode crescer até 260% no Paraná, segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa). Mais da metade dos casos acontecem entre os meses de novembro a março, quando os termômetros costumam passar dos 30°.

A variação na temperatura influencia os hábitos da espécie (Loxosceles) que, neste período, sai para caçar.  A urbanização acelerada, que afastou das cidades os predadores naturais, como as lagartixas, faz com que a aranha marrom seja um grande desafio para a saúde pública em grandes centros.

No Paraná, de janeiro e outubro deste ano foram registrados 3.818 casos de picadas, sendo 1.520 casos em Curitiba.

A limpeza é considera a melhor forma de prevenção. O animal se esconde em frestas e roupas e costuma atacar apenas quando se sente ameaçado.  Em locais de maior ocorrência recomenda-se verificar sapatos e roupas antes de usá-los. Os acidentes são mais comuns durante a noite, por isso, os cuidados antes de dormir devem ser redobrados. É importante verificar os lençóis, fronhas e cobertas.

Inicialmente a picada não é dolorosa, mas em menos de 12 horas vítima passa a sentir dores. O inchaço também é comum.

Parceria

Este mês o estado passou a colaborar com a Argentina com o repasse de 500 frascos de soro antiloxoscélico, que combate a picada da aranha marrom. O material é produzido pelo Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI), unidade da Secretaria da Saúde no Paraná.

O país vizinho também apresenta registros de picadas de aranha marrom, mas produz somente o soro contra a picada da viúva-negra. Conforme divulgado pela Secretaria de Saúde do Paraná, anualmente são registradas na Província de Buenos Aires, no período novembro a março, 70 a 130 casos de picadas de viúva-negra e 25 a 35 casos de picadas de aranha marrom.

Dúvidas sobre tratamento e diagnóstico podem ser esclarecidas pelo número 0800 41 0148, do Centro de Controle de Envenenamentos (CCE).
*Com informações da Sesa.


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