{"id":150677,"date":"2019-02-27T11:59:25","date_gmt":"2019-02-27T14:59:25","guid":{"rendered":"http:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/?p=150677"},"modified":"2019-02-26T23:36:49","modified_gmt":"2019-02-27T02:36:49","slug":"sequenciamento-de-dna-permite-gerir-e-recuperar-ecossistemas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/localhost\/clipping\/2019\/02\/27\/150677-sequenciamento-de-dna-permite-gerir-e-recuperar-ecossistemas.html","title":{"rendered":"Sequenciamento de DNA permite gerir e recuperar ecossistemas"},"content":{"rendered":"

\"Sequenciamento
T\u00e9cnica conhecida como metabarcoding pode ajudar cientistas a identificar esp\u00e9cies de uma determinada \u00e1rea e a entender como interagem (imagem: Pocock, Evans & Memmott\/ Science [2012] e Ecology Letters [2013])<\/figcaption><\/figure>Ao inserir uma pequena amostra de \u00e1gua de rio em um dispositivo menor que um\u00a0smartphone<\/i>, cientistas s\u00e3o capazes de determinar quais esp\u00e9cies de peixes, fungos, algas, invertebrados e bact\u00e9rias vivem naquele corpo d\u2019\u00e1gua. Isso tornou-se poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 tecnologia de sequenciamento de DNA port\u00e1til que permite, al\u00e9m de conhecer as esp\u00e9cies, desvendar as intera\u00e7\u00f5es entre elas.<\/p>\n

De acordo com Darren Evans, professor da Newcastle University, no Reino Unido, essa ferramenta pode ajudar a gerenciar melhor os ecossistemas e at\u00e9 mesmo a restaurar os que foram degradados.<\/p>\n

O tema foi abordado pelo pesquisador durante uma palestra apresentada na\u00a0FAPESP Week London<\/b>, simp\u00f3sio realizado na capital inglesa nos dias 11 e 12 de fevereiro de 2019.<\/p>\n

\u201cO que se fez at\u00e9 hoje foi coletar esp\u00e9cies individuais e usar o sequenciamento para obter\u00a0barcodes<\/i>\u00a0[c\u00f3digos de barra] de DNA \u00fanicos para essas esp\u00e9cies\u201d, disse Evans, coordenador de um estudo feito em colabora\u00e7\u00e3o com dois pesquisadores brasileiros apoiados pela FAPESP<\/p>\n

Pelo m\u00e9todo conhecido como\u00a0DNA barcoding<\/i>, em vez de fazer o sequenciamento de genes completos, analisa-se apenas um trecho-chave, que permite obter informa\u00e7\u00e3o suficiente para identificar uma esp\u00e9cie.<\/p>\n

\u201cToda essa informa\u00e7\u00e3o vai para reposit\u00f3rios p\u00fablicos e qualquer um pode acess\u00e1-la. Mas isso ainda demora muito e tem alto custo. O que fizemos foi o\u00a0metabarcoding<\/i>, que usa uma plataforma diferente por meio da qual podemos processar talvez mil indiv\u00edduos em uma rodada de sequenciamento. E, em vez de usar esse resultado apenas para criar\u00a0barcodes<\/i>\u00a0de DNA de cada esp\u00e9cime, n\u00f3s tamb\u00e9m analisamos o que eles tinham de parasitas, fungos e qualquer outro organismo associado\u201d, disse.<\/p>\n

O novo m\u00e9todo, portanto, estende a identifica\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies baseadas em DNA para comunidades de indiv\u00edduos pertencentes a muitos grupos de esp\u00e9cies com pap\u00e9is distintos no ecossistema. Os dados a respeito das intera\u00e7\u00f5es desses indiv\u00edduos permitem definir as redes existentes entre eles e, muito rapidamente, descrever a biodiversidade de uma \u00e1rea.<\/p>\n

\u201cIsso vai revolucionar a forma como fazemos monitoramento ambiental, porque pode-se ir at\u00e9 um lugar e saber, ali mesmo, todos os organismos que vivem nele e como interagem entre si\u201d, disse Evans \u00e0\u00a0Ag\u00eancia FAPESP<\/b>.<\/p>\n

Com informa\u00e7\u00f5es t\u00e3o detalhadas, acrescentou, seria poss\u00edvel fazer um melhor gerenciamento dos ecossistemas e at\u00e9 mesmo recuper\u00e1-los quando necess\u00e1rio por meio da chamada engenharia da biodiversidade.<\/p>\n

Em muitos h\u00e1bitats, esp\u00e9cies importantes foram extintas, dando espa\u00e7o para outras similares que passaram a realizar a fun\u00e7\u00e3o das que desapareceram. Evans e seus colaborares acreditam que \u00e9 poss\u00edvel modelar esse cen\u00e1rio e determinar quais esp\u00e9cies deveriam estar nessa rede.<\/p>\n

\u201cTer\u00edamos uma lista do que poderia aumentar a resili\u00eancia dessas redes. O desafio \u00e9 como podemos colocar em pr\u00e1tica essas ideias te\u00f3ricas, restaurando sistemas naturais ou sistemas agr\u00edcolas\u201d, disse.<\/p>\n

Nitrog\u00eanio<\/b><\/p>\n

A restaura\u00e7\u00e3o de sistemas agr\u00edcolas degradados foi tema de uma apresenta\u00e7\u00e3o na mesma sess\u00e3o da\u00a0FAPESP Week London<\/b>. Realizado por pesquisadores brit\u00e2nicos e brasileiros, o trabalho tem sido conduzido junto a produtores rurais a fim de ensinar t\u00e9cnicas para equilibrar a quantidade de nitrog\u00eanio no solo \u2013 algo fundamental para a produtividade da lavoura.<\/p>\n

\u201cNem sempre as t\u00e9cnicas que ensinamos s\u00e3o bem aceitas pelos produtores rurais, por serem mais dif\u00edceis de aplicar ou por outras raz\u00f5es. Esse \u00e9 um dado que temos de levar em conta\u201d, disse Sacha Mooney, professor da University of Nottingham, no Reino Unido, durante sua palestra.<\/p>\n

Mooney apresentou o projeto NUCLEUS, um centro virtual para a melhoria da efici\u00eancia do uso de nitrog\u00eanio para produtores rurais do Reino Unido e do Brasil. O\u00a0projeto<\/b>\u00a0tem apoio da FAPESP e de ag\u00eancias de fomento brit\u00e2nicas. No Brasil, o pesquisador respons\u00e1vel \u00e9\u00a0Ciro Rosolem<\/b>, professor da Faculdade de Ci\u00eancias Agron\u00f4micas da Universidade Estadual Paulista (FCA-Unesp) em Botucatu.<\/p>\n

\u201cNa primeira etapa, mostramos aos produtores algumas sugest\u00f5es realmente bem-sucedidas em restabelecer o nitrog\u00eanio no solo e aumentar a produtividade. A pr\u00f3xima fase \u00e9 trabalhar com aqueles que n\u00e3o adotaram nenhuma dessas pr\u00e1ticas, pois encontraram dificuldades, para ent\u00e3o mergulhar no problema e trabalhar em parceria\u201d, disse Mooney.<\/p>\n

Fonte: FAPESP<\/p>\n

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